31 de julho de 2025
JUSTIÇA EM CRISE

Flávio Dino, em postagem no Instagram, defende decisões do Judiciário em questões eleitorais, porém questiona por qual razão decisão de ministra mulher é mais questionada que as de homens

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Por Política Real com redes sociais
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Flávio Dino Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 02/10/2026) Nesta sexta-feira, 02, o ministro Flávio Dino do Supremo Tribunal fez uma postagem em sua conta no Instagram numja defesa das defesa da Justiça na questão eleitoral. Ele lembra dois momentos da história. A eleição presidências nos Estados Unidos em 200 e as eleições presidenciais de 1989.

Ele destaca que as decisões à época não foram vistas como interferência na vida nacional, mas decisões.

Em seguida, ele enaltece as decisões do ministro Nunes Marques, do ministro Gilmar Mendes e da ministra Estela Aranha, por outro lado ele questiona porque o voto de uma mulher foi mais questionado que dos homens magistrados.

Ele pede uma reflexão.

Veja a íntegra da postagem:

PODER JUDICIÁRIO E ELEIÇÕES

É inerente ao princípio da separação de Poderes a Justiça ser acionada para solucionar controvérsias. É sua função. E, de forma independente, em todos os países democráticos, magistradas e magistrados cumprem seu dever.

Para melhor entendimento do atual debate nacional, duas “mestras” podem ajudar.

Primeiro, a experiência de outros países. Eleição de 2000, nos ESTADOS UNIDOS. Batalhas JUDICIAIS duraram um mês e só foram encerradas com uma decisão de CINCO A QUATRO na Suprema Corte, no caso Bush vs. Gore. Com isso, o candidato que venceu no voto popular (Gore) perdeu no colégio eleitoral, por conta de 0,009% dos votos na Flórida e uma recontagem judicialmente interrompida. Crise institucional? O fim da Suprema Corte dos Estados Unidos? Impeachment dos seus juízes? Nada disso ocorreu.

Em segundo lugar, a outra “mestra”: a história. A eleição presidencial de 1989 teve seu desfecho fortemente influenciado por uma decisão judicial sobre a candidatura de Silvio Santos, faltando menos de uma semana para a votação. Insuportável judicialização? Não. A Justiça mais uma vez foi chamada a resolver um litígio.

Digo isso para defender a legitimidade dos DOIS MAGISTRADOS (ministros Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes) e DA MAGISTRADA (ministra Estela Aranha) que tomaram decisões judiciais sobre regras de debates, a exemplo do que já ocorreu dezenas de outras vezes no Brasil. São três decisões legítimas, sendo igualmente legítimas as discordâncias quanto aos seus conteúdos.

O que não é legítimo é pretender voltar a antes de 1930, à República Velha (ou das oligarquias), em que não existia Justiça Eleitoral e só existia uma lei: a lei do mais forte.

Duas mestras: as experiências internacionais e a história do Brasil.

Uma última pergunta: por que a decisão judicial da única mulher (ministra Estela) é mais atacada do que a decisão dos dois homens (ministros Kassio e Gilmar)?

Lembrando: o ministro Kassio Nunes Marques determinou à Globo a participação do candidato Zema; o ministro Gilmar Mendes garantiu a presença do candidato Renan Santos; a ministra Estela tratou sobre a existência ou não de uma cadeira vazia no cenário. Vale refletir.

( da redação com informações de assessoria e redes sociais. Edição: Política Real)