31 de julho de 2025
ELEIÇÕES 2026

Levantamento revela que 95% das propostas dos presidenciáveis para a Saúde exigem recursos adicionais

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Por Política Real com assessoria
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SUS precisa de ainda mais recursos ou seria gestão?! Foto: CNN Brasil

(Brasília-DF, 30/09/2026).  Chegou na redação um elaborado pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), em parceria com a Umane apontando que uase todas as propostas para a Saúde (95%) dos candidatos à presidência da república exigem recursos adicionais para serem executadas e não indicam a fonte de financiamento, mostra o levantamento “Os planos de governo para a saúde nas eleições presidenciais de 2026”.   O estudo analisou os planos de governo dos seis candidatos com 2% ou mais de intenção de voto e catalogou 95 propostas para a Saúde. Veja a íntegra do estudo AQUI

“O orçamento para a Saúde já é insuficiente e o cenário pode ficar ainda mais complexo com propostas que demandam mais recursos. Nesse cenário, ainda existem candidatos que defendam o fim do piso da saúde ou discursam sobre o cortes para o setor”, enfatiza Julia Pereira, gerente de relações institucionais do IEPS

O levantamento também indica que 47% das propostas analisadas também não detalham como seriam executadas. Para Pereira, esses fatores podem representar um obstáculo real à concretização das propostas durante o mandato. “Sem a indicação da fonte de financiamento e uma sinalização sobre como executá-las, as propostas podem acabar se resumindo a promessas de campanha”, alerta.

83% das propostas que dependem de estados e municípios

Outro fator que pode ser um obstáculo para a execução das propostas é a articulação  com os demais entes federativos. Segundo o levantamento, 83% das propostas dependem de coordenação com estados e municípios para sair do papel.

Segundo Pereira, a capacidade institucional dos estados e municípios é muito diferente, o que demandaria que em cada uma das ações que demandam  essa articulação, o governo federal precisaria criar estratégias que pudessem auxiliar esses entes a atuarem na direção proposta. “A falta de menção a isso em alguns planos de governo demonstra que muitos não entendem o funcionamento do sistema de saúde”, afirmou.

Além disso, 56% das propostas já correspondem a alguma política ou programa existente. O levantamento destaca que ainda assim boa parte dos planos apresenta essas propostas como novidade. “Existe proposta de usar o CPF como identificador no SUS, o que já está regulamentado desde 2025. Os planos demonstram um sério desconhecimento sobre as políticas de saúde já implementadas ou em curso”, pontuou Pereira.

Bets, mudanças climáticas e ambiente digital

Os planos analisados não apresentaram propostas para enfrentar os impactos das bets, das mudanças climáticas e do ambiente digital na saúde de brasileiras e brasileiros e no SUS ou trataram os temas de forma superficial.  Os temas trazem desafios crescentes para a saúde da população a cada ano e pressionam o sistema de saúde.  A Agenda Mais SUS 2027-2030 enfatizou a necessidade de incluir esses desafios como prioridade para o próximo ciclo político.

“É difícil pensar no futuro do SUS sem tocar nesses temas. São desafios que nascem fora do setor da saúde, mas geram grande demanda assistencial. Já existem dados que mostram os impactos das bets e das mudanças climáticas na saúde das pessoas e no SUS e a ausência ou superficialidade no tratamento desses temas denota que os planos não estão atentos aos desafios do nosso tempo”, afirma Pereira.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)