31 de julho de 2025
BRASIL X ITÁLIA

Suprema Corte da Itália divulga decisão que negou extradição da ex-deputada Carla Zambelli; foi alegada parcialidade do ministro Alexandre de Moraes no entanto a decisão do STF foi unânime

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Por Politica Real com agências
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Carla Zambelli Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 12/06/2026) Na manhã desta sexta-feira, 12, a Justiça da Itália, a Suprema Corte italiana, divulgou o texto de sua decisão que negou a extradição da ex-deputada Carla Zambelli condenada que foi na Ação Penal nº. 2.428/DF. Veja AQUI a decisão da Justiça da Itália.

No dia 22 de maio, o tribunal italiano, última instância daquele país, rejeitou o pedido do governo brasileiro para extraditar a ex-parlamentar. Após a decisão, Zambelli foi libertada e aguarda o desfecho do processo na Itália.

Os magistrados italianos apontaram a parcialidade do ministro Alexandre de Moraes para julgar o caso. De acordo com a sentença, Moraes agiu como “juiz e vítima” ao atuar como relator da ação penal que condenou Zambelli.

Ela foi condenada pela Primeira Turma do Supremo a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.

De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra o ministro.

Antes da execução da pena, Zambelli fugiu para a Itália, e o governo brasileiro solicitou a extradição. Ela tem dupla cidadania.

Espanha

A extradição de Zambelli é a segunda a ser rejeitada após solicitação do governo brasileiro de Moraes.

Em dezembro do ano passado, a Justiça da Espanha negou definitivamente o pedido do governo brasileiro para extraditar o blogueiro Oswaldo Eustáquio, investigado pelo STF pela acusação de envolvimento em atos antidemocráticos.

De acordo com a decisão da Justiça espanhola, Eustáquio não pode ser enviado para o Brasil porque é alvo de uma investigação com "motivação política". O caso também é relatado pelo ministro.

O blogueiro estava com mandado de prisão em aberto no Brasil desde 2020 e fugiu para o país europeu em meio às investigações que apuraram a suspeita de que ele atuou para impulsionar ataques extremistas contra o STF e o Congresso por meio das redes sociais.

( da redação com informações da Ag. Brasil. Edição: Política Real)