Lula participa de ato em que a Petrobras assinou a compra de 4 novos navios para transportar derivados de petróleo; Lula disse que o Brasil estava semi destrúdo e que a indústria naval também foi afetada
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( Publicada originalmente às 14h 58 do dia 24/02/2025)
(Brasília-DF, 25/02/2025). Nesta segunda-feira, 24, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, da assinatura do contrato entre a Transpetro, subsidiária integral da Petrobras, e o consórcio formado pelos estaleiros Rio Grande e Mac Laren para a aquisição de quatro navios da classe Handy, com valor de US$ 69,5 milhões por embarcação. Os navios serão utilizados para transporte de derivados de petróleo na costa brasileira. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também participou do evento.
“Não é fácil reconstruir. Quem já teve que reformar uma casa sabe como é difícil. Pegamos um país semi destruído. Cultura, direitos humanos, trabalho foram alguns dos setores desmontados pelo antigo governo. E a indústria naval também foi afetada. Voltamos para retomar o crescimento com a assinatura de contrato de navios da Transpetro.”, disse.
Esse é o primeiro contrato a ser assinado pela Transpetro no âmbito do Programa de Renovação e Ampliação da Frota do Sistema Petrobras. A companhia lançou na semana passada a licitação para aquisição de oito navios gaseiros dentro do mesmo Programa.
“Para nós, é fundamental ampliar a frota própria de navios e reduzir nossos custos com afretamentos, porque nossa produção e nossa capacidade de refino vão aumentar nos próximos anos. No âmbito do programa de renovação e ampliação da frota, estamos contratando 44 embarcações, que serão fundamentais para apoiar nossas operações. Todas já estão contratadas ou estão em processo de licitação. São investimentos de R$ 23 bilhões, um forte incentivo para o desenvolvimento da indústria naval nacional”, explica a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
O presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, ressalta que essa é apenas a primeira contratação prevista pela companhia. “A aquisição dos navios da classe Handy é apenas o começo da renovação e ampliação da nossa frota. Na semana passada, em Angra dos Reis, lançamos a licitação de mais oito gaseiros. E pretendemos lançar futuramente licitações para contratar pelo menos mais 13 embarcações até 2026, ampliando a capacidade logística da Transpetro em até 25%”, afirma Bacci.”
A contratação
O consórcio entre os estaleiros Rio Grande e Mac Laren apresentou um preço final de US$ 69,5 milhões por embarcação e venceu a licitação, lançada em julho de 2024, após o cumprimento de todas as etapas do edital. Os novos navios irão ampliar a capacidade de atendimento à Petrobras da Transpetro, permitindo a redução da sua exposição ao afretamento desse tipo de unidade, que tem baixa liquidez no mercado.
Os Handy vão contemplar soluções que garantem maior eficiência energética e menor emissão de gases que provocam o efeito estufa. Além disso, as embarcações poderão ser abastecidas com bunker ou biocombustíveis. Como resultado, estima-se reduzir em 30% as emissões em relação aos atuais navios da frota, atendendo às determinações da Organização Marítima Internacional (IMO).
Os navios serão aptos a transportar produtos claros derivados de petróleo, como Diesel Marítimo, Diesel S10, Diesel S500 e gasolina de aviação (GAV).
Navios Gaseiros
Na última segunda-feira ,17, no Terminal da Baía de Ilha Grande (Tebig), operado pela Transpetro, em Angra dos Reis (RJ), foi lançada a segunda licitação pública internacional da companhia dentro do Programa de Renovação e Ampliação da Frota do Sistema Petrobras. A concorrência prevê a aquisição de oito navios gaseiros com capacidades de 7 mil, 10 mil e 14 mil metros cúbicos em dois lotes.
Com esta contratação, a Transpetro triplicará sua capacidade para transportar GLP e derivados e passará a carregar amônia. A ampliação da frota de gaseiros, de seis para 14 navios, considera o aumento de produção de gás natural no país e visa atender à demanda da Petrobras na costa brasileira e na navegação fluvial, como já ocorre na região Norte do país e na Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul.
As empresas interessadas têm o prazo de 90 dias para apresentar suas propostas. De acordo com o cronograma, o primeiro navio deve ser lançado em até 30 meses após a formalização do contrato.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)