31 de julho de 2025
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Conservadores ganham a eleição na Alemanha, informam projeções; Friedrich Merx assume que ganhou eleição e diz que tem pressa para formar o novo governo

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( Publicada originalmente às  15 h 44 do dia 22/02/2025) 

(Brasília-DF, 24/02/2025)  O líder do União Democrata Cristã (CDU), Friedrich Merx, disse nesta tarde/noite de domingo, 23, que é o vencedor das eleições federais na Alemanha, junto com o partido liberal da bavária União Social Cristã (CSU), e que tem pressa para formar no novo governo que vai substituir o chanceler Olaf Sholz( SPD).

“Nós - o  @CDU  e o  @CSU - vencemos esta eleição federal. Obrigado pela confiança depositada em nós e em mim. E neste contexto gostaria de dizer uma palavra de respeito aos nossos concorrentes políticos. Agora cumpriremos rapidamente nosso mandato governamental, porque o mundo lá fora não está esperando por nós. Ela também não está esperando por longas negociações e conversas de coalizão. Agora precisamos nos tornar capazes de agir novamente rapidamente.” (até agora)

As primeiras projeções apontam que o CDU, junto com CSU, foi a legenda mais votada do pleito, com cerca de 28,6% dos votos.

Apesar de ter superado o Partido Social-Democrata (SPD) de Scholz, a CDU/CSU não assegurou maioria entre as 630 cadeiras no Bundestag. Assim, a legenda ainda terá que costurar alianças com outras siglas para solidificar a ascensão de Merz ao posto e garantir a formação de um governo estável, um processo que pode se arrastar por semanas.

Já a segunda maior bancada passará a ser ultradireitista Alternativa para a Alemanha (AfD), que deve obter 20,4% dos votos numa eleição dominada por questões como imigração, crise econômica e acusações de interferência externa. Com essa porcentagem, a AfD deve dobrar seu eleitorado em relação ao último pleito, em 2021.

O Partido Social-Democrata (SPD) – o pior resultado da legenda em mais de um século –, levando o partido a cair para a terceira posição entre as maiores bancadas do Bundestag, algo que também não era observado desde o fim do século 19.

Com o resultado, Scholz deve se tornar o chanceler federal mais breve desde a reunificação do país em 1990, tendo ficado menos de quatro anos no cargo.

Os Verdes, parceiros de Scholz na atual coalizão de governo, sofreram um leve declínio, aparecendo com 12,3% dos votos. Eles foram seguidos pelo partido A Esquerda (Die Linke), com 8,5%, uma marca que reverteu o desgaste sofrido pela legenda nos últimos anos.

Os resultados preliminares também apontam que o Partido Liberal Democrático (FDP, na sigla em alemão) – cuja saída do governo em novembro levou à antecipação da eleição – e a nova legenda populista de esquerda  Aliança Sahra Wagenknecht (BSW) podem não superar a cláusula de barreira de 5% e, por isso, correm o risco de ficar de fora do Bundestag.

No entanto, isso só deve ser confirmado quando a contagem for finalizada. Nas primeiras projeções, os dois partidos aparecem levemente abaixo da marca e também compensar a porcentagem com a eleição de pelo menos três deputados por voto direto.

Eleição agora vai dar lugar à fase de negociações

Os resultados preliminares apontam que a CDU/CSU conseguiram recuperar terreno entre o eleitorado em relação ao pleito de 2021, quando foram superados pelo SPD. Os conservadores cresceram cinco pontos percentuais – o resultado, porém, continua abaixo das marcas obtidas pelo partido sob a liderança da ex-chanceler Angela Merkel nos pleitos entre 2005 e 2017.

Por enquanto, a governabilidade para os conservadores permanece uma incógnita. Para conseguir liderar um governo estável na Alemanha, um pretendente a chanceler federal precisa garantir mais de 50% dos votos no Bundestag. Como nenhum partido obteve essa marca sozinho, vai entrar em cena a costura de alianças .

Na Alemanha, os eleitores não votam diretamente nos candidatos a chanceler, mas em seus partidos e em candidatos a deputado pelas legendas. Normalmente, cabe à legenda que conquistar mais cadeiras no Bundestag e/ou que tiver mais chances de liderar a costura de uma coalizão com mais de 50% das cadeiras encabeçar o governo – e consequentemente escolher o chanceler federal.

Não é inédito que um aspirante conquiste a chancelaria sem que seu partido tenha terminado em primeiro lugar nas eleições. Isso já ocorreu em pleitos realizados na antiga Alemanha Ocidental em 1969, 1976 e 1980, quando partidos menos votados mostraram mais capacidade de formar coalizões. No entanto, tal cenário é considerado improvável, considerando o declínio acentuado do SPD e o isolamento da AfD.

Como Merz e a CDU/CSU descartaram uma aliança com a AfD, analistas apontam que Merz terá que cortejar os partidos que aparecem na terceira e quarta posições para garantir uma coalizão estável. Ou seja, os social-democratas e verdes, que governaram a Alemanha nos últimos três anos.

 

( da redação com DW. Edição: Política Real)