União Europeia reafirma apoio ao presidente da Ucrânia, ao contrário de Donald Trump, diz que ele foi legitimamente eleito
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( Publicada originalmente às 20h 10 do dia 20/02/2025)
Com agências.
(Brasília-DF, 21/02/2025). Nesta quinta-feira, 20, a Comissão Europeia afirmou que "a Ucrânia é uma democracia" e que o presidente Volodymir Zelenskyy é um líder eleito de forma "justa".
"Temos uma posição muito direta e clara sobre este assunto: o presidente Zelenskyy foi legitimamente eleito em eleições livres, justas e democráticas", disse o porta-voz adjunto da Comissão Europeia, Stefan de Keersmaecker, aos jornalistas na quinta-feira.
Keersmaecker afirmou ainda que não é possível acabar com a guerra sem envolver a Ucrânia e a Europa nas negociações.
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A onda de apoio a Zelenskyy surge após o presidente dos EUA, Donald Trump, o ter chamado de "ditador" e criticado o fato de não terem sido realizadas eleições no ano passado, quando o seu mandato expirou, apesar de a Ucrânia estar sujeita à lei marcial.
A legitimidade de Volodymyr Zelenskyy como presidente da Ucrânia tem sido apoiada por toda a Europa.
Os comentários de Trump, num post na rede social Truth Social, surgiram um dia depois de Zelenskyy ter dito que Trump estava a viver numa "bolha" de desinformação russa.
Na quarta-feira, Trump questionou a posição de Zelenskyy como presidente depois de o seu mandato ter expirado em maio do ano passado e não terem sido convocadas novas eleições.
Trump disse que Zelenskyy deveria "agir rapidamente" para negociar o fim da guerra de três anos ou arriscar-se a não ter uma nação para liderar.
A Ucrânia está sob lei marcial desde a invasão russa em fevereiro de 2022 e a Constituição do país impede a realização de eleições nestas circunstâncias.
A Comissão Europeia afirmou que "a Ucrânia é uma democracia" e que Zelenskyy é um líder eleito de forma "justa".
"Temos uma posição muito direta e clara sobre este assunto: o presidente Zelenskyy foi legitimamente eleito em eleições livres, justas e democráticas", disse o porta-voz adjunto da Comissão Europeia, Stefan de Keersmaecker, aos jornalistas na quinta-feira.
Keersmaecker afirmou ainda que não é possível acabar com a guerra sem envolver a Ucrânia e a Europa nas negociações.
"Não pode haver solução para a Ucrânia sem o envolvimento da Ucrânia e sem o envolvimento da União Europeia. A segurança da Ucrânia é a segurança da União Europeia", afirmou.
Também esta quinta-feira, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer manifestou o seu apoio a Zelenskyy como “líder democraticamente eleito” da Ucrânia.
“O primeiro-ministro expressou o seu apoio ao presidente Zelenskyy como líder democraticamente eleito da Ucrânia e disse que era perfeitamente razoável suspender as eleições em tempo de guerra, como o Reino Unido fez durante a Segunda Guerra Mundial”, lê-se num comunicado de Downing Street.
O comunicado refere ainda que Starmer e Zelenskyy falaram ao telefone na quarta-feira à noite, tendo Starmer dito a Zelenskyy que "todos têm de trabalhar em conjunto".
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou no X que "a Ucrânia deve ser sempre incluída e os seus direitos respeitados", ao delinear três condições que descreveu como "os esforços da França para a paz".
Tanto Macron como Starmer deverão se deslocar à Casa Branca no início da próxima semana para discutir os esforços para pôr fim à guerra na Ucrânia.
(da redação com Euro News e AP. Edição: Política Real)