31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Lula disse que o bang-bang não pode continuar no Rio, a situação chegou ao insuportável e defendeu uma ação mais forte da União na relação com as polícias nos Estados e disse que não vai fazer mais FLO

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( Publicada originalmente às 11h 58 do dia 20/02/2025) 

(Brasília-DF, 21/02/2025) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu uma entrevista na rádio Tupy do Rio de Janeiro (RJ), que está completando 90 anos neste ano. Ele falou aos jornalistas que estavam no estúdio da emissora, no Rio, da varanda do Palácio do Alvorada.   Lula falou sobre diversos assuntos.

Lula falou, entre outros assuntos, da violência no Rio de Janeiro.

Lula disse que a violência no Rio de Janeiro chegou a um nível insustentável e precisa ser combatida com urgência. Ele relatou um episódio vivido recentemente na cidade e reforçou que o governo federal quer atuar de forma mais efetiva no combate ao crime organizado.

“A violência que o povo do Rio está submetido não pode esperar, mas precisamos agir dentro da Constituição”, declarou o presidente, ao ser questionado sobre o avanço da criminalidade no estado. A entrevista aconteceu durante o “Show do Clóvis Monteiro” e contou com a participação dos jornalistas Isabele Benito e Sidney Rezende.

Lula relembrou a reinauguração do Hospital de Bonsucesso, onde a cerimônia precisou ser mantida mesmo em meio a um tiroteio na região. “Minha segurança não queria ir, mas eu fui. Disseram que, quando eu cheguei, o tiroteio parou. Mas quando eu saí, voltou”, contou.

Para o presidente, o atual cenário exige uma resposta rápida e coordenada entre os governos federal e estadual. “Não podemos permitir que esse bang-bang continue no Rio de Janeiro”, disse.

Lula defendeu uma reformulação no sistema de segurança pública, com maior presença do governo federal e regras claras para a atuação da União. Ele citou a proposta de uma PEC da Segurança, que está em tramitação e busca estabelecer a participação da União no enfrentamento ao crime.

Lula lembrou que há resistência por parte de governadores: "Muitas vezes o governador não quer, porque a polícia é um pedaço do poder do estado". No entanto, Lula descartou o recurso ao instrumento da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) que, segundo o presidente, é requerido por governadores. "De vez em quando eles pedem para eu fazer uma GLO. E isso eu não vou fazer. A GLO que fizemos pro Rio de Janeiro gastou mais de R$ 2 bilhões e não resolveu quase nada".

Sobre ações policiais em favelas, Lula afirmou que as forças de segurança precisam adotar protocolos que protejam os cidadãos. "Não podemos entrar só para matar. Os policiais precisam entrar com câmeras".

Uma das medidas desenhadas pela PEC da Segurança Pública é unificar os sistemas de inteligência das polícias civil e militar dos estados, para troca de informações e melhor planejamento das ações, o que ajudaria a evitar a morte de pessoas não envolvidas com o crime. A PEC ainda não foi encaminhada pelo Governo Federal ao Congresso.

( da redação com informações da Tupy. Edição: Política Real)