ENFRENTANDO A CRISE: Rodrigo Pacheco, que se reuniu com Marcelo Queiroga, criticou promoção de aglomerações; declaração se dá menos de dois dias após passeio de moto de Bolsonaro no Rio de Janeiro
Enquanto Arthur Lira agrada o Planalto, Pacheco sinaliza independência
( Publicada originalmente às 19h 30 do dia 25/05/221)
(Brasília-DF, 26/05/2021) Enquanto o presidente da Câmara, Arthur Lira(Progressistas), vem agradando o Planalto com proposta de reforma tributária fatiada e outras pautas, o senador Rodrigo Pacheco(Democratas-MG), presidente do Senado e do Congresso Nacional, mostra que não anda querendo fazer favor ao Planalto e tem uma postura independer. Nesta terça-feira, 25, ele pediu que os cidadãos tenham consciência e mantenham as medidas de proteção sanitária contra a covid-19 diante dos riscos de uma terceira onda da doença no país. Pacheco destacou especialmente a promoção de aglomerações públicas, que ele chamou de ato "contraproducente e ilógico". A fala dele se dá menos de dois dias após o presidente Jair Bolsonaro( sem partido) fazer grande evento com passeio de moto no Rio de Janeiro que reuniu milhares de apoiadores.
“É fundamental que haja, por parte de cada cidadão, a consciência de que temos que continuar com as precauções de uso de máscara, [evitar] contato físico, higienização das mãos, uso do álcool em gel. E que não promovam e não participem de aglomerações. Nada mais contraproducente e ilógico hoje, no momento em que precisamos fazer a contenção da doença, do que haver aglomerações, seja para qual finalidade for. Não há razoabilidade para isso.”, disse.
Ministro da Saúde
Pacheco relatou que esteve hoje,25, com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para conversar sobre a evolução do combate à pandemia. Segundo ele, Queiroga expressou expectativa pela aprovação da vacina indiana Covaxin pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O ministério protocolou pedido para importar 20 milhões de doses. Além da aceleração da vacinação, Pacheco também destacou a necessidade de aumentar o volume de testes frente ao surgimento de novas variantes do vírus da covid-19. Com mais testes, afirmou ele, melhor será o diagnóstico e o isolamento de pacientes.
Pacheco, no entanto, sublinhou que as atitudes dos cidadãos são tão ou mais importantes do que as ações do governo e do Congresso.
“A comunhão de esforços que procuramos fazer depende muito da contribuição da sociedade.”, disse.
As declarações vieram em resposta a pronunciamento do senador Izalci Lucas (PSDB-DF), que alertou para a necessidade de mais medidas preventivas frente aos relatos da chegada das novas variantes a vários estados brasileiros.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)