REFORMA ADMINISTRATIVA: Comissão de Justiça aprova admissilidade da proposta que agora irá seguir por uma comissão especial
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( Publicada originalmente às 17h 05 do dia 25/05/221)
(Brasília-DF, 26/05/2021) Por 39 votos contra 26 o plenário da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados(CCJ) aprovou nesta tarde, 25, a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição 32/20, do Poder Executivo, que propõe uma reforma administrativa. O texto será analisado, agora, por uma comissão especial. A CCJ é comandada pela deputado Bia Kicis(PSL-DF).
A proposta restringe a estabilidade no serviço público e cria cinco tipos de vínculos com o Estado. O texto estabelece que leis complementares tratarão de temas como política de remuneração, ocupação de cargos de liderança e assessoramento, progressão e promoção funcionais e definição dos cargos típicos de Estado.
O relator da proposta, deputado Darci de Matos (PSD-SC), apresentou parecer com três supressões ao texto. Um dos itens retirados é o que previa os novos princípios da administração pública: imparcialidade, transparência, inovação, responsabilidade, unidade, coordenação, boa governança pública e subsidiariedade.
Na avaliação de Darci de Matos, “a inclusão de novos princípios no texto constitucional, embora seja boa a intenção, pode gerar interpretações múltiplas e completamente divergentes, o que consequentemente gerará provocações ao Supremo Tribunal Federal (STF) para dispor sobre sua efetiva aplicabilidade em situações, por exemplo, de improbidade administrativa”. Ele endia que a inclusão dos novos princípios geraria insegurança jurídica.
Foi retirado o dispositivo que proibia que servidores ocupantes de cargos típicos de Estado pudessem exercer qualquer outra atividade remunerada. O relator considerou esse trecho inconstitucional porque impedia o exercício de outra atividade mesmo que houvesse compatibilidade de horários.
Também foi retirado trecho que permitia ao presidente da República extinguir entidades da administração pública autárquica e fundacional. Segundo Matos, essas entidades são vinculadas e não subordinadas aos ministérios, e a possibilidade de extinção por decreto do chefe do Poder Executivo prejudicaria o modelo de separação de poderes.
Após tramitar em comissão especial, o texto também terá de passar pelo Plenário da Câmara e pelo Senado Federal.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)