Nordeste e o Senado. Membros do Conselho de Ética criticam indicação de Almeida Lima (PMDB-SE) como relator.
Senador sergipano pede respeito e alega que relatório do primeiro processo foi escolhido pela maioria da Casa.
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(Brasília-DF, 02/10/2007) A decisão do presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), de indicar o senador Almeida Lima (PMDB-SE) como relator de duas representações contra Renan Calheiros (PMDB-AL) foi alvo de um caloroso debate nesta manhã. A maioria dos senadores criticaram a escolha do presidente, pelo fato de Almeida Lima ser do mesmo partido do representado e já ter integrado relatoria do primeiro processo. Além disso Quintanilha estipulou que as rerpesentações 3 e 4 tramitassem conjuntamente.”Todos querem agilidade no processo. E entendendo que o processado é o mesmo e os casos são conexos seria possível fazer uma tramitação conjunta, com um único relator”, afirmou.
O senador Agripino (DEM-RN) foi crítico a esta atitude e alegou que posicionamento de Almeida Lima na relatoria anterior compromete o seu trabalho. “Não quero fazer pre-julgamento, mas tendo em vista os fatos pretéritos tudo indica que o relator escolhido vai encaminhar para um arquivamento rápido dos processos”, afirmou Agripino. Em tom irritado, Almeida Lima, rebateu o ex-pefelista. “Não vejo que o senador Agripino tenha condição moral e ética acima da minha para contestar minha indicação. Não sou advogado de Renan e não expus nenhuma opinião sobre a 3º ou 4º representação. Além disso minha relatoria do primeiro processo merece respeito, pois foi aprovada pela maioria da Casa”, respondeu.
Agripino Maia declarou que não levantou nenhuma dúvida sobre a moral de Almeida Lima, mas insistiu em desmoralizar decisão do plenário em absolver Rena no primeiro caso. “O que está em questão é a credibilidade da Casa. Pois este Conselho votou pela cassação de Renan em sessão aberta com 11 votos contra quatro. E o plenário absolveu Renan em sessão fechada”, disparou.
O senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) ponderou sobre a questão. “Começamos o episódio d forma complicada. A escolha de Almeida Lima por mais competente que seja não nos leva ao equilíbrio, pela sua visão apaixonada sobre o caso, como sempre faz na sua vida parlamentar. Defendo uma reavaliação desse caso para tentarmos um caminho mais equilibrado”, defendeu. O tucano alegou ser favorável a sugestão dada por Mercadante (PT-SP), Jefferson Péres (PDT-AM) e outros senadores, que pediram um relator para cada caso, mesmo que tramitassem de forma conjunta.
Os membros do Conselho continuam discutindo o tema e devem decidir hoje como vai ser a tramitação dos três processos contra Renan Calheiros que ainda persistem na Casa.
(por Liana Gesteira)