Nordeste e o Parlamento. Semana decisiva para trocas partidárias e julgamento no Supremo.
PSC deve ser um dos que vai ganhar mais deputados nordestinos.
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( Brasília-DF,01/10/2007) A Política Real teve acesso. Esta será uma semana em que deputados e senadores deverão chamar atenção dos eleitores por suas decisões partidárias. O troca-troca deverá ser intenso.
São dois os motivos para esta movimentação toda.
Primeiro,o encerramento, na sexta-feira ,5, do prazo para a mudança de partido para aquele que desejam ser candidatos nas eleições municipais de 2008 e segundo, face ao julgamento do Supremo Tribunal Federal, SRF,na próxima quarta-feira ,3, sobre se os Partidos são ou não são os donos dos madatos eletivos.
A Política Real está atenta aos nordestinos. Um dos parlamentares que busca novos ares políticos partidáriso é o deputado pernambucano do PMDB, Carlos Eduardo Cadoca, que está de namoro firme com o PSC para disputar a vaga de prefeito da capital do estado, Recife.
Outros parlamentares procurados para entrarem no clube do troca-troca partidário foram os senadores Edison Lobão (DEM-MA) e Almeida Lima (PMDB-SE) e o deputado Cláudio Cajado (DEM-BA).
Os três políticos negam que irão mudar de legenda.
Edson Lobão foi categórico em sua explicação: "eu não estou precisando mudar", mesmo integrando um partido, claramente de oposição, Lobão vota sempre a favor do governo.
O senador peemedebista, o sergipano Almeida Lima afirma que vai assumir o diretório municipal do PMDB, na capital do seu estado, Aracaju, onde concorrerá a vaga de prefeito de Aracaju (SE), demonstrando com isso sua permanência no partido.
Na Bahia dois casos de um mesmo partido estão definidos. O senador baiano César Borges já assinou nova ficha de filiação.
Ganhou de presente o comando do PR – Partido Republicano – no estado e deixou o DEM.
Já o deputado Cláudio Cajado(DEM/BA), que está sendo sondado pelo PP, jura de mãos juntas, segundo o líder do DEM, que não existe razão, até o presente momento, para que ele saia do partido e ingresse em outra agremiação política.
O deputado Betinho Rosado(DEM-RN) deve migrar para o PSC. Segundo fontes, ele disse que “sai do PFL mas não vai deixar de fazer político com os de sempre”. O mesmo deve fazer o deputado Júlio César de Carvalho Lima(DEM-PI) que deve deixar o partido que já presidiu e foi um dos queridos da cúpula nacional para migrar para o PSC ou o PSB.
Para reforçar a manutenção deste troca-troca, que favorece em sua maioria o Palácio do Planalto, a senadora maranhense, Roseana Sarney, saiu do DEM e se filiou ao PMDB ganhando, de acordo com seu antigo partido, como reconhecimento o cargo de líder do governo Lula no Congresso Nacional.
O Ministério Público Federal já deu parecer contrário à reivindicação do PSDB, DEM e PPS sobre a expulsão e perda de mandato dos parlamentares que trocaram de partido, sob a alegação de "traição partidária", invocando a fidelidade, pois segundo eles, o mandato é do partido e não do parlamentar.
O caso agora está no Supremo Tribunal Federal, STF, que mesmo aceitando a tese, não poderá tomar decisão de imediato, pois não terá efeito retroativo e só será válida depois de transitada em julgado o caso.
Mesmo assim, afirma a maioria dos parlamentares, o encerramento oficial do processo, quando não cabe mais recurso, dará mais tempo para um rápido troca-troca, inclusive visando às eleições municipais do próximo ano.
( Por Almiro Archimedes, especial para a Política Real, com edição de Genésio Araújo Junior)
São dois os motivos para esta movimentação toda.
Primeiro,o encerramento, na sexta-feira ,5, do prazo para a mudança de partido para aquele que desejam ser candidatos nas eleições municipais de 2008 e segundo, face ao julgamento do Supremo Tribunal Federal, SRF,na próxima quarta-feira ,3, sobre se os Partidos são ou não são os donos dos madatos eletivos.
A Política Real está atenta aos nordestinos. Um dos parlamentares que busca novos ares políticos partidáriso é o deputado pernambucano do PMDB, Carlos Eduardo Cadoca, que está de namoro firme com o PSC para disputar a vaga de prefeito da capital do estado, Recife.
Outros parlamentares procurados para entrarem no clube do troca-troca partidário foram os senadores Edison Lobão (DEM-MA) e Almeida Lima (PMDB-SE) e o deputado Cláudio Cajado (DEM-BA).
Os três políticos negam que irão mudar de legenda.
Edson Lobão foi categórico em sua explicação: "eu não estou precisando mudar", mesmo integrando um partido, claramente de oposição, Lobão vota sempre a favor do governo.
O senador peemedebista, o sergipano Almeida Lima afirma que vai assumir o diretório municipal do PMDB, na capital do seu estado, Aracaju, onde concorrerá a vaga de prefeito de Aracaju (SE), demonstrando com isso sua permanência no partido.
Na Bahia dois casos de um mesmo partido estão definidos. O senador baiano César Borges já assinou nova ficha de filiação.
Ganhou de presente o comando do PR – Partido Republicano – no estado e deixou o DEM.
Já o deputado Cláudio Cajado(DEM/BA), que está sendo sondado pelo PP, jura de mãos juntas, segundo o líder do DEM, que não existe razão, até o presente momento, para que ele saia do partido e ingresse em outra agremiação política.
O deputado Betinho Rosado(DEM-RN) deve migrar para o PSC. Segundo fontes, ele disse que “sai do PFL mas não vai deixar de fazer político com os de sempre”. O mesmo deve fazer o deputado Júlio César de Carvalho Lima(DEM-PI) que deve deixar o partido que já presidiu e foi um dos queridos da cúpula nacional para migrar para o PSC ou o PSB.
Para reforçar a manutenção deste troca-troca, que favorece em sua maioria o Palácio do Planalto, a senadora maranhense, Roseana Sarney, saiu do DEM e se filiou ao PMDB ganhando, de acordo com seu antigo partido, como reconhecimento o cargo de líder do governo Lula no Congresso Nacional.
O Ministério Público Federal já deu parecer contrário à reivindicação do PSDB, DEM e PPS sobre a expulsão e perda de mandato dos parlamentares que trocaram de partido, sob a alegação de "traição partidária", invocando a fidelidade, pois segundo eles, o mandato é do partido e não do parlamentar.
O caso agora está no Supremo Tribunal Federal, STF, que mesmo aceitando a tese, não poderá tomar decisão de imediato, pois não terá efeito retroativo e só será válida depois de transitada em julgado o caso.
Mesmo assim, afirma a maioria dos parlamentares, o encerramento oficial do processo, quando não cabe mais recurso, dará mais tempo para um rápido troca-troca, inclusive visando às eleições municipais do próximo ano.
( Por Almiro Archimedes, especial para a Política Real, com edição de Genésio Araújo Junior)