Nordeste e CNT-Sensus.
População dá mais apoio a Lula e está confiante com o futuro; Confederação anuncia pesquisa que agora só será publicada a cada 60 dias Vários pontos da vida média foram questionados pelos pesquisadores.
( Brasília-DF, 10/04/2007) A Política Real teve acesso. A Confederação Nacional do Transporte (CNT) e o Instituto Sensus reestruturaram sua pesquisa de opinião pública nacional – anteriormente chamada ISC –, que a partir deste mês de abril de 2007 será realizada a cada 60 dias. A Agêncìa, dentro em pouco, irá editar uma maéria específica voltada para o Nordeste.
A Pesquisa CNT/Sensus introduz nesta rodada o novo Índice do Cidadão, composto pelo Índice de Avaliação e Índice de Expectativa. O de Avaliação é formado pelas variáveis emprego, renda, saúde, educação e segurança pública para os últimos seis meses; e o de Expectativa para os próximos seis meses.
O Índice de Avaliação situa-se em 42,48 e o de Expectativa em 66,58.
A 88ª Pesquisa CNT/Sensus, divulgada hoje, em Brasília, pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), ouviu duas mil pessoas, no período de 2 a 6 de abril de 2007, em 24 estados, das cinco regiões brasileiras.
A CNT faz sua avaliações:
A pesquisa demonstra o apoio popular ao presidente Lula e uma expectativa positiva em relação ao futuro, apesar dos problemas enfrentados neste início de segundo governo, como a questão dos controladores de vôo e as dificuldades para formação de sua base no Congresso e a composição do Ministério.
E diz mais:
Serve como alerta que a pesquisa detectou que o governo deve dar maior atenção à segurança pública e a programas mais eficazes para promover o desenvolvimento econômico, como a necessidade de investir em infra-estrutura.
PRESIDENTE LULA - A avaliação do Governo foi considerada Ótima ou Boa por 49,5% dos entrevistados; 14,6% avaliaram o Governo como Ruim ou Péssimo e 34,3% como Regular.
O Desempenho Pessoal do Presidente Lula foi aprovado por 63,7% dos entrevistados, contra 28,2% que o desaprovam.
EXPECTATIVA DO GOVERNO LULA - Para 54,8% dos entrevistados, os próximos quatro anos do Governo Lula serão melhores do que os do primeiro mandato; para 19,6%, serão piores e 18,7% acreditam que será igual.
CONFIANÇA NAS INSTITUÇÕES - A Igreja é a instituição que goza da maior confiança junto ao cidadão, com 37,2%; seguida pelas Forças Armadas (16,5%, 1); Imprensa / Meios de Comunicação (11,2%, 1); Justiça (9,5%, 1); Governo Federal (5,0%, 1); Polícia (3,4%) e Congresso (1,1%).
PROBLEMAS DO PAÍS - Entre os problemas a serem priorizados e resolvidos pelo Presidente da República, os entrevistados da Pesquisa CNT apontam Emprego e Renda (26,3%, 1); Saúde Pública (25,7%, 1); Segurança Pública (18,2%, 1); Educação Pública (16,7%, 1); Previdência Social (5,5%, 1); Defesa Nacional (2,9%) e Inflação (1,7%).
PROGRAMAS SOCIAIS - Os Programas Sociais do Governo são conhecidos por 56,8% dos entrevistados – 15,3% são beneficiários desses programas. Em contrapartida, 40,7% dizem não conhecer pessoas que sejam beneficiadas pelo programa.
Para 66,0% dos entrevistados, os Programas são positivos, ajudam à população e/ou levam ao desenvolvimento. Já 27,0% classificam os Programas Sociais como negativos, pois não resolvem os problemas sociais e nem geram desenvolvimento.
SALÁRIO MÍNIMO - O aumento do Salário Mínimo de R$ 350,00 para R$ 380,00 foi classificado como Baixo/Inadequado por 59,1% dos entrevistados; em fevereiro do ano passado, quando do anúncio do aumento de R$ 300,00 para R$ 350,00, esse índice era de 57,7%.
Para 22,6%, o novo aumento não é nem alto nem baixo (ano passado esse índice era de 22,7%, 1); já para 16,3%, o Salário Mínimo é Alto/Adequado (ano passado esse índice era de 18,8%).
32,3% entendem que o aumento do Salário Mínimo vai ajudar a economia a crescer e gerar empregos; em fevereiro de 2006 o índice era de 33,7%. Para 51,7%, o novo Mínimo não vai ajudar a economia a crescer e vai provocar desemprego (ano passado esse índice era de 56,4%).
PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO – PAC - 59,0% não têm acompanhado e nem ouviram falar do PAC; contra 32,2% que têm acompanhado ou ouviram falar do Programa. Para 57,9% dos entrevistados, o PAC vai ajudar o Brasil a crescer, enquanto 24,7% dizem que o Programa não ajudará o crescimento.
TAXA DE JUROS/ COMPRA A PRAZO - A redução da taxa de juros pelo Banco Central nos últimos seis meses não aumentou a disposição de 65,4% dos entrevistados de comprar a prazo; contra 22,0% que disseram o contrário.
Nos últimos seis meses, 48,4% dos que tiveram aumento da disposição de compra disseram que compraram a prazo, contra 46,8% que não aumentaram suas compras a prazo.
Na próxima compra a prazo, 28,0% dos entrevistados afirmam que pretendem adquirir eletrodomésticos; 23,9%, casa própria; 15,0%, material de construção; 11,1%, carro e 8,2% outros bens.
APOIO POLÍTICO - 37,5% concordam com a exigência dos Partidos Políticos de participar de ministérios em troca de apoio ao Governo no Congresso Nacional; 40,8% discordam.
CRISE AÉREA - A crise do setor aéreo é do conhecimento de 82,0% dos entrevistados, apenas 15,0% disseram que não acompanham a crise ou nunca ouviram falar dela.
Para 25,8%, o principal responsável pela crise aérea é o Governo Federal; para 15,1%, os controladores de vôo; para 10,9%, as companhias aéreas; para 9,9%, a Aeronáutica; para 9,3% a Infraero e, para 7,3%, o aumento no número de passageiros.
SEGURANÇA - A violência no Brasil aumentou nos últimos anos para 90,9%; contra 5,2% que entendem que a violência não aumentou no período.
A pobreza e a miséria são, para 24,1% dos entrevistados, as principais causas da violência no País; para 19,1%, a Justiça lenta’; para 19,0%, o tráfico de drogas: para 15,0%, as leis brandas; para 11,0%, a corrupção policial e, para 7,6%, a falta de policiamento.
26,1% dos entrevistados classificam as suas cidades como mais ou menos violentas; 34,8% como muito violentas/violentas e 38,3% como pouco violentas/ nada violentas.
A segurança do cidadão está em risco pela ação dos bandidos, para 71,7% dos entrevistados, e, para 20,0%, pela ação policial.
O Governo Federal é o principal responsável pelo combate à violência urbana, para 29,9%; para 16,7%, o responsável é o Governo Estadual e, para 12,6%, a Administração Municipal. De acordo com 34,5% dos entrevistados, todos são responsáveis pelo combate à violência.
PENA DE MORTE/ IDADE PENAL - 49,0% dos entrevistados são favoráveis à adoção da Pena de Morte e 46,0% são contra. Em maio de 2003 esses índices eram, respectivamente, 46,7% e 49,7%.
Sobre a Redução da Idade Penal de 18 para 16 anos, 81,5% se dizem a favor, e 14,3% contra.
AQUECIMENTO GLOBAL - O Aquecimento Global e seus efeitos sobre o clima do Planeta são do conhecimento de 70,9% dos entrevistados; 67,1% dizem ter muito interesse pelo assunto, contra 31,2% que mostram pouco ou nenhum interesse.
Os Estados Unidos são apontados por 35,9% como os principais responsáveis pelo Aquecimento Global; 34,7% acreditam que todos os países são responsáveis. O Brasil é apontado por 8,2% como o principal responsável pelo aquecimento.
RACISMO E PRECONCEITO - 91,4% dos entrevistados dizem que existe racismo no Brasil; mas 62,5% disseram que nunca se sentiram discriminados; em abril de 2002 o percentual dos que diziam que existia racismo no Brasil era de 83,9%.
Entre aqueles que se sentem discriminados, 14,4% atribuem a discriminação à condição social; 6,5% à cor; 5,2% por causa da religião e 5,1% pela idade.
( da redação com informações da CNT)