Ataques russos contra um ponto de distribuição de ajuda humanitária no sul da Ucrânia matam aos menos 33 pessoas informam Ucrânia e missão de direitos humanos da ONU
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Com agências.
(Brasília-DF, 03/11/2026) Nesta terça-feira, 03, autoridades ucranianas e a missão de direitos humanos da ONU informam que ao menos 33 pessoas morreram e dezenas seguem desaparecidas após uma série de ataques russos contra um ponto de distribuição de ajuda humanitária no sul da Ucrânia.
O bombardeio, ocorrido na segunda-feira no vilarejo de Komyshuvakha, na região de Zaporíjia, foi condenado pelas Nações Unidas, que apontaram uma provável violação do direito internacional humanitário.
Equipes de resgate continuavam as buscas nesta terça-feira entre os escombros de uma antiga escola e de um abrigo atingidos pelas bombas. Segundo o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, mais de 50 pessoas podem estar soterradas.
Os ataques ocorreram enquanto moradores faziam fila para receber mantimentos. A missão de monitoramento dos direitos humanos da ONU afirmou que a Rússia empregou "poderosas bombas planadoras lançadas do ar" e destacou que o horário e o local da distribuição de ajuda foram tornados públicos de antemão.
"Dezenas foram mortas enquanto civis se reuniam para receber ajuda humanitária em Komyshuvakha. O horário e o local da distribuição de ajuda humanitária haviam sido amplamente divulgados", afirmou Danielle Bell, chefe da missão da ONU na Ucrânia.
"Ou as forças armadas russas sabiam que uma distribuição de ajuda humanitária estava ocorrendo, ou deixaram de tomar as medidas mais básicas para descobrir o que estava acontecendo neste vilarejo que planejavam atacar", disse. "Em qualquer um dos casos, esse ataque parece ter violado os princípios mais fundamentais do direito humanitário internacional."
Zelenski vê tática de duplo impacto
Zelenski classificou o episódio como um dos ataques mais mortais da guerra. Na segunda-feira, ele afirmou que as forças russas bombardearam repetidamente o local, atingindo também o abrigo para onde as pessoas correram após os primeiros ataques, em uma tática conhecida como "duplo impacto".
"A dimensão da tragédia é assustadora", declarou Mykhailo Semikin, chefe interino da administração militar de Zaporíjia. "Esta é uma das piores tragédias em termos de número de vítimas civis em nossa região desde o início da guerra."
Três dias de luto oficial foram decretados na região. Entre os mortos, estão dois socorristas e quatro policiais, segundo Semikin. Pelo menos cinco pessoas ficaram feridas.
O ataque ocorreu após o fim de um cessar-fogo de seis dias na cidade de Oleshky, ocupada pela Rússia, que permitiu a retirada de moradores isolados pelos combates. Foi a trégua mais significativa entre Moscou e Kiev desde 2022.
"Oferecemos à Rússia a extensão do cessar-fogo em Oleshky, mas esta foi a resposta: novos ataques, novos bombardeios, novos assassinatos de nosso povo", afirmou Zelenski durante visita a Berlim, onde se reuniu com o chanceler federal alemão, Friedrich Merz.
( da redação com informações de agencias. Edição: Política Real)