31 de julho de 2025
ECONOMIA

Riscos Fiscais da União, tempo que se fala da dívida pública, diz que divida bruta do Governo Federal em 2026 decorre do diferencial entre juros e crescimento nominal do PIB

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Por Politica Real com assessoria
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STN revela indicativos riscos fiscais Foto: site do STN

(Brasília-DF, 03/11/2026) Na tarde desta terça-feira, 03, a Secretaria do Tesouro Nacional divulgou a sua 8ª edição, o Relatório de Riscos Fiscais da União (RRFU). Em tempos que tanto se fala em dívida fiscal o documento destaca que aumento da DBGG em 2026 decorre, principalmente, do diferencial entre juros e crescimento nominal do PIB

A variação de parâmetros macroeconômicos (PIB, inflação, massa salarial, câmbio, juros, preço do petróleo etc.) em relação às projeções orçamentárias é a principal fonte de riscos fiscais. Mudanças na conjuntura econômica costumam gerar desvios em relação às metas fiscais, devido às limitações das projeções macroeconômicas, baseadas em hipóteses simplificadas que não captam todas as interações entre variáveis.

Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG)

Em 2026, a DBGG manteve trajetória de alta, estimando-se 83,7% do PIB ao final do ano, aumento de 5,1 p.p. em relação a 2025. As projeções indicam continuidade do crescimento até 2030, quando a DBGG atingiria 89,7% do PIB, refletindo, principalmente, o impacto dos juros nominais. A partir de então, espera-se reversão gradual, com recuo para 86,3% do PIB ao final do horizonte de projeção. As projeções apresentadas utilizam o mesmo conjunto de hipóteses macroeconômicas e fiscais adotado no cenário central do ARF do PLDO 2027, atualização de setembro de 2026, correspondendo, portanto, ao mesmo cenário central de referência.

O aumento da DBGG em 2026 decorre, principalmente, do diferencial entre juros e crescimento nominal do PIB. Entre 2026 e 2030, os juros devem adicionar 8,4 p.p. do PIB ao ano, enquanto o PIB nominal deve reduzir a relação dívida/PIB em 6,0 p.p. anuais — sendo 2,1 p.p. pelo PIB real e 3,9 p.p. pelo deflator. A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) deve atingir 71,0% do PIB em 2026, alta de 5,8 p.p. frente a 2025, com tendência de crescimento até 78,4% em 2030, impulsionada pelos juros nominais e parcialmente compensada pelo avanço do PIB nominal.

Veja a íntegra do relatório AQUI.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política real)