31 de julho de 2025
MEIO AMBIENTE

Presidência da COP 30, faltando poucos dias para COP31, apresenta os chamados mapas do caminho

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Embaixador André Correia do Lago Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag. Brasil

Com agências.

(Brasília-DF, 03/11/2026).  Nesta terça-feira, 03, faltando pois dias da ida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a COP31, na Turquia, a presidência brasileira da COP30 apresentou os mapas do caminho para o fim do desmatamento e a transição para longe dos combustíveis fósseis.

A presidência brasileira da COP30 diz que os documentos foram concluídos dentro do prazo. O encontro ocorrerá na cidade de Antália, Turquia, de 9 a 20 de novembro.

Com duas estruturas similares, as ferramentas trazem caminhos orientados para que os países tracem seus próprios diagnósticos, identifiquem a etapa em que estão para atingiram as metas, consigam alavancar os resultados a partir de ações para implementação e finalmente se juntem em um mutirão global de resultados.   

Segundo o presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, os mapas não são mais parte da negociação, mas sim contribuições efetivas para ajudar os países a implementar o que já foi acordado.

Foram apresentados hoje os mapas do caminho para o fim do desmatamento e a transição para longe dos combustíveis fósseis.

Combustíveis fósseis

Na proposta do Mapa do Caminho para Longe dos Combustíveis Fósseis o primeiro passo que conduzirá os países pela estratégia é a realização de uma avaliação nacional chamada Preparação de Belém.

Nessa análise, os países deverão medir como ocorre a oferta e a demanda de energia atualmente em seus territórios e também como isso se relaciona com a economia interna.

Deverão constar, por exemplo, o nível de dependência fiscal do mercado energético, os investimentos mais recentes e a expectativa de retorno dos investidores e os sinais de preço emitidos por produtores aos consumidores.

Além dessa análise, a presidência da COP30 também propõe algumas alavancas de base para acelerar as ações de transição nos países que ainda estão no início do processo.

Fortalecer o planejamento de longo prazo para que a transição acompanhe o crescimento da demanda

Promover a articulação institucional e colaboração público-privada

Ampliar oferta de energia confiável, acessível e sustentável

Fortalecer a gestão sobre a demanda e a participação do consumidor, por meio de sistemas digitais

Acelerar a eletrificação, a adoção de energia de baixas emissões e a eficiência energética

Segundo a diretora-executiva da COP30, Ana Toni, os mapas do caminho mostram que a transição é possível e que todos os países já estão em condições de iniciar o trabalho nacional imediatamente.

Na prática, os países poderão descarbonizar a forma de gerar energia e também desenvolver ainda mais suas economias, ampliando a oferta no setor, protegendo trabalhadores e comunidades locais. E o caminho pode ser seguido de forma diferente, conforme a realidade de capa país, mas com o mesmo objetivo global.

A partir de cada contribuição nacional, chamadas pelos integrantes da COP de arquétipos, os países deverão formar um grande mutirão de esforço para resultados globais.

“A gente criou arquétipos de países para mostrar que os países começam essa transição de lugares muito diferentes. Onde está o Brasil é muito diferente de onde está a União Europeia, a Noruega, os Estados Unidos ou o Canadá”, explica Ana Toni.

Fim do Desmatamento

O Mapa do Caminho para o Fim do Desmatamento e da Degradação Florestal traz uma abordagem global, com foco nas florestas tropicais, subtropicais, temperadas e boreais, bem como ecossistemas relacionados às florestas, como turfeiras e manguezais.

A proposta para os países trilharem o caminho até o fim do desmatamento também tem foco na degradação, que afeta a capacidade de armazenar carbono, regular os sistemas de chuvas e sustentar a biodiversidade nas florestas de forma mais silenciosa que o desmatamento.

 

As orientações seguem a mesma trilha do mapa para longe dos combustíveis fósseis, do diagnóstico até a soma dos resultados globais. Mas no caso do enfrentamento ao desmatamento e à degradação, foram observadas seis dimensões:

Conservação;

Manejo florestal sustentável

Agrossilvicultura e bioeconomia

Combate à degradação florestal

Combate ao desmatamento

Restauração, reflorestamento e plantio de florestas.

( da redação com informações da Ag. Brasil. Edição: Política Real)