31 de julho de 2025
CONTAS PÚBLICAS

Dário Durigan, após reunião com Lula e economistas, diz que “não é ainda o momento de tratar de nenhuma medida específica”

Veja mais

Por Politica Real com agências
Publicado em

(Brasília-DF, 05/11/2026)  O ministro Dario Durigan, da Fazenda, após reunião com presidente Luiz Inácio Lula da Silva e economistas e ministros para discutir questões fiscais do Governo Federal, disse que Lula pediu que ele fizera um relator e disse que existe compromisso com as contas públicas mas ainda não é o momento de anunciar medidas.

“Então, o Presidente pediu para que eu fizesse um relato, acho que tem bastante curiosidade e atenção sobre o que foi o almoço, o almoço, a conversa seguida de um almoço bastante produtivo e convergente nesses termos, só para que vocês registrem também, não teve discussão sobre medidas específicas e não é ainda o momento de tratar de nenhuma medida específica.

 

Veja a íntegra da fala de Durigan aos jornalistas:

 

“Boa tarde a todos vocês. Me cumpriu aqui o Presidente Lula, me pediu para que eu fizesse um relato, desse uma satisfação da reunião que ele fez agora, uma reunião que juntou ministros do atual governo, ex-ministros, economistas, que o Presidente gostaria de ouvir. Como primeira conversa de abertura, o Presidente deve fazer outras conversas com a sociedade civil, com diferentes setores, empresários, diferentes setores inclusive do mercado.

A reunião foi muito boa, bastante convergente em termos de diagnóstico, em termos de caminhos para o futuro, caminhos que devem ser adotados, sempre muito forte na premissa dos compromissos que o Presidente apresentou, que foram referendados pelas urnas do país, com também o compromisso do Presidente e meu com a sustentabilidade das contas públicas e da mesma forma como nós fizemos nessa gestão, um aprimoramento, uma melhora das contas públicas na linha do que a gente já sinalizou e apresentou na lei de diretrizes orçamentárias que foi enviada ao Congresso. Uma vez que a gente teve essa conversa de hoje, uma conversa que pode ser primeira entre outras, a gente vai trabalhar com método, ministro Bruno Moretti e eu, para que a gente afunile, enderece as medidas, eventuais medidas que o Presidente referende, para a gente apresentar isso no retorno do Presidente e da viagem que o Presidente tem.

Então, o Presidente pediu para que eu fizesse um relato, acho que tem bastante curiosidade e atenção sobre o que foi o almoço, o almoço, a conversa seguida de um almoço bastante produtivo e convergente nesses termos, só para que vocês registrem também, não teve discussão sobre medidas específicas e não é ainda o momento de tratar de nenhuma medida específica.

 

A gente tratou de quais são os pontos positivos da economia brasileira e quais são os desafios à frente. É uma economia que está com desemprego em mínima histórica, está com inflação sob controle, mas que passa por desafios, a taxa de juros é um desafio que nós temos, o cenário internacional com um cenário de guerra, pressão sobre combustíveis, é um outro tema bastante explorado, o custo de vida, o quanto isso pode impactar o custo de vida das pessoas, e a necessidade de ter uma agenda resoluta e bastante clara para o futuro, que a gente, como disse o Ministro Bruno Moretti e eu, vamos terminar com método, bastante previsibilidade, ainda com escuta de diferentes setores, apresentar para o Presidente o retorno da viagem dele. Divergências teriam em relação a medidas para conter, para melhorar essa questão desse diagnóstico? Não, não teve divergência, a gente teve bastante convergência, tanto nos diagnósticos, quanto nos caminhos para o futuro.

Formula mágica

Não nos parece haver fórmula mágica, e sim manutenção dos compromissos fiscais, então o compromisso de seguir melhorando as contas públicas, com a manutenção e reforço do que precisa ser reforçado nas regras fiscais atuais, de modo que a gente siga melhorando, tanto indicadores sociais, políticas públicas, quanto o resultado das contas públicas do governo.

Jornalista: Quais caminhos estão encerrados?

Os caminhos são os seguintes, você ter sempre qualidade no gasto público, de modo a reforçar e privilegiar o que foi compromisso de campanha, para que as pessoas sintam na sua vida a presença do governo e o impacto das políticas públicas nas vidas das pessoas. De outro lado, uma agenda clara de desenvolvimento, quais serão as prioridades do governo, em quais setores, de novo muito preocupado com atender a necessidade das pessoas, ao que as pessoas mais pedem, e tudo isso com melhoria dos resultados primários, ano após ano, esse eu diria que são os caminhos de bastante convergência também, entre as pessoas que foram ouvidas hoje.

Jornalista: O que é necessário ajuste nos parâmetros do Acabouso para melhorar a convergência das organizações das vidas públicas?

De novo, a gente não discutiu medidas específicas, então como a gente está dizendo de melhora, avançar, ter superávit nos próximos anos, nós estamos necessariamente falando em reforçar as regras vigentes hoje, de modo que a gente garanta esse processo de inclusão social, de valorização das políticas públicas de maneira sustentável. Eu diria que esse é um outro jeito de resumir um dos caminhos sinalizados na reunião de hoje.

Jornalista: O presidente indicou quem mais ele vai ouvir?

O presidente tem recebido bastante contato, então acho que tem uma agenda generosa de escuta com a sociedade em geral, com o setor produtivo, com quem investe no país, e a gente faz isso de bom grado, de bom gosto, tanto eu quanto o presidente e os demais ministros que estão encarregados dessa escuta.

Jornalista: O ministro Moretti troca essas medidas apresentadas no término do congresso até o final do mês? Seria que o técnico repetiu isso?

A gente, de novo, não tratou das medidas, a gente tratou de uma conversa bastante arejada, sobre diagnósticos, caminhos para o futuro, e o que eu, ministro Gugno Moretti, vamos fazer é considerar o que foi dito, a partir do que a gente já estava estudando, para quando o presidente voltar, levar aí sim medidas para a consideração do presidente Lula. Eu me pergunto se essa convergência de caminhos, um dos caminhos que foi convergido, é que vocês precisam mandar medidas de agência ainda nesse ano? Ou seja, a gente vai discutir isso na volta do presidente, de modo que a gente faça tudo com bastante método, previsibilidade, acho que a mensagem mais importante é que quem investe e quem produz no país não vai ter nesse governo nenhum problema, nenhuma dificuldade com relação à previsibilidade, regras claras. Eu faço questão de comunicar qualquer avanço que a gente tiver nesse sentido, de maneira que a gente dê transparência, sempre garantindo o compromisso eleitoral do presidente, que é o seu compromisso social de sempre, com mais uma vez reforço, o nosso compromisso de seguir avançando e melhorando o resultado primário do país, que vai ser melhor a cada ano nesses próximos quatro anos.

Jornalista: A volatilidade do mercado que começou aplaudindo a decisão do governo central e muito viciosa em relação à expectativa de medidas mais claras por parte do governo em relação ao corte de gastos e freio nessa lista. O governo considera essa volatilidade?

Veja, é importante que a gente entenda o processo que nós estamos vivendo. Veja, nós acabamos de sair do segundo plano da eleição, há uma série de levantamentos a serem feitos, estudos pela minha equipe, pela equipe do ministro do Planejamento Bruno Moretti.

Então nós estamos cumprindo etapas, estou sendo bastante transparente e franco com vocês. A gente cumpre as etapas, faz escuta, eu já tenho feito essa escuta com série de setores, seja envolvendo essa agenda econômica de orçamento, de regra fiscal, de expectativa para o futuro, seja em outras, como a reforma tributária, hoje cedo falei sobre imposto seletivo, sobre outros temas. Então eu vou seguir essa escuta durante a semana em que o presidente estará viajando

O retorno do presidente, de maneira bastante transparente, nós vamos discutir com ele e trazer essas informações para o mercado, que vai saber que não tem nenhum motivo para receio e vai ter as informações de maneira clara vindas do governo à medida que o presidente tomar as decisões.

Jornalista: Ministro, na última vez que teve um pacote...

Eu vou tratar dos pontos específicos na sequência, por favor.

Jornalista: Na última vez que teve um anúncio de pacote de ajustes de gastos foi duramente criticado pelo mercado, foi anunciado junto com a isenção do imposto de renda.

Eu não estou fazendo nenhum anúncio, eu estou relatando uma reunião.

Jornalista: O mercado espera novamente um agente de mil gastos e o presidente prometeu coisas para o ano que vem, como o pix-mei. Vocês pretendem anunciar já nesse ano também, junto com os ajustes a essas outras medidas?

Veja, a expectativa que vai ser atendida é a expectativa da equipe do presidente, que tem preparado com método uma agenda para fechar esse ano e dar início ao próximo ano.

Aqui, sempre de maneira transparente, procurando cumprir com os compromissos que são os nossos compromissos. Aqui, quem nos cobra é o presidente e nós mesmos, que temos que cumprir uma agenda que já está anunciada, está colocada, ainda que seja em termos mais gerais. E é isso que nós vamos cumprir com bastante tranquilidade e método.

Eu vou pedir licença a vocês...

Jornalista: Em relação a crise do Paraguai que a gente está vendo agora, existe já um acompanhamento em relação a isso, da situação lá do Banco Reno, que é o banco maior do Paraguai?

Eu fui informado da renúncia agora, enquanto estava em reunião com o presidente. Tenho agora uma conversa com o meu assessor internacional, vou me aprofundar nesse tema. E na sequência, acho que eu tenho de novo reunião com o presidente do Palácio do Planalto, e aí vou tratar com ele disso.

Por enquanto eu não tenho nenhuma novidade sobre isso.

 

( da redação com informações de IA. Edição: Política Real)