Flávio Bolsonaro disse que aceita participar de debates com o presidente Lula
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(Brasília-DF, 06/10/2026) Durante a entrevista aos jornalistas nesta terça-feira.06, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, disse que estava atento as declarações de chefes de governo e Estado de outros países sobre a eleição presidencial no Brasil e que o presidente Lula estava isolado.
Ele foi questionado sobre participar de debates presidenciais neste segundo turno da disputa presidencial. Ele confirmou que irá aos debates.
Jornalista: O senhor viu o entusiasmo o senhor ter passado no segundo turno com mais votos. O senhor está acompanhando de perto as eleições no Brasil. Como é que o senhor vê a declaração do presidente Trump?
Flávio Bolsonaro: Olha, não só do Trump, né? De vários outros líderes mundiais, de países que são democracias, né? Que são países... As maiores democracias do mundo.
E isso é um sinal de que o atual presidente da República, que é o Lula, está isolado. Está isolado. Porque qual é o líder mundial que quer investir aqui no país, quer trazer suas empresas de fora para aqui do país com tanta insegurança jurídica, com tanta carga tributária alta, com tanta corrupção? Então o Brasil, para mudar, tem que começar mudando o presidente da República.
Eu acho que o mundo inteiro está ansioso para isso. Porque o Brasil está sem presidente, né, cara? Vamos combinar que o atual presidente da República, ele deve o seu mandato ao Alexandre de Moraes, e o que a gente tem visto é que o Brasil hoje não tem um comando, não tem as interferências que a todo momento aconteceram. Eu espero que não aconteçam daqui para frente, em vários estados, como no Rio de Janeiro.
Eu espero que o resultado das urnas nesse domingo já comece a recolocar as instituições dentro do seu devido lugar. E o Lula não tem mais nenhuma condição de comandar esse país. O presidente Lula participou de um evento com políticos aliados e cobrou à equipe dele que no segundo turno ele participe de debates.
Jornalista: O senhor aceitaria participar de debates na TV com o presidente Lula?
Flávio Bolsonaro: Eu já queria ter participado no primeiro turno de debates com o Lula. Vou participar de debates, eu acho que são importantes, porque eu sempre quis, eu quero comparar os programas de governo, eu quero comparar os governos do Lula com o nosso governo. E eu tenho a convicção de que a gente vai sair vitorioso nesse debate.
Mais uma vez eu queria que tivesse acontecido o debate, em especial o último, que houve uma interferência dos ministros do Lula, tanto no TSE como no STF. Eles interferiram num debate, afrontaram a liberdade de imprensa, quebraram a regra do debate, que todos tinham concordado com elas, inclusive o PT, mas por alguma razão eles fizeram esse movimento, o debate foi cancelado.
Jornalista: Qual é o tema principal desse segundo turno para o senhor nessa reta final? O tema principal que o senhor vai apresentar?
Flávio Bolsonaro: Os temas principais continuam sendo aqueles que nos levaram a uma vitória no primeiro turno, que está todo mundo sofrendo.
O Brasil é o país dos recordes negativos com o Lula. Com o Lula, é recorde de mulheres assassinadas, é recorde de imposto alto, é recorde de empresas quebradas, é recorde de burocracia, é recorde de corrupção. Então o Brasil quer mudar, a gente vai continuar batendo nessas teclas, só mostrando a verdade.
Eu fiz uma campanha limpa, propositiva, e construindo com muita responsabilidade isso aqui, gente. A gente não tem um caminho diferente para transformar o Brasil que não seja pela política. Então a gente tem que aceitar o resultado das urnas, pessoas que foram eleitas deputadas federais, senadores, no caso aqui de Brasília, em relação direta com o Executivo Federal, e construir essa base ampla de apoio desde agora.
Jornalista: Ministro Alexandre de Moraes pediu que a PGR se manifeste só o senhor se encontro com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Qual a expectativa que o senhor tem do parecer da PGR?
Flávio Bolsonaro: Olha, mais uma vez, eu acho que foi uma decisão errada em vários aspectos lá atrás, de proibir por 90 dias um filho de visitar o pai, um advogado de visitar um cliente, já que eu sou constituído nos autos como advogado, do presidente Bolsonaro, e mais uma interferência política, porque eu tenho a convicção de que a principal razão era evitar as conversas e as decisões políticas que eu venho tomando com o meu professor na política, que é o Jair Messias Bolsonaro. Então por essas três razões isso aconteceu.
Passado o primeiro turno, e eu acho que pela minha postura e pela postura do presidente Bolsonaro, eu não vejo porquê ele impedir um filho de visitar o pai, esse é o meu pedido, apenas para dar um abraço nele, visitá-lo, saber como é que ele está de verdade, e não ficar ouvindo por terceiros comentar a saúde dele.
Jornalista: Senador, o sr. saiu vitorioso no primeiro turno, com mais de 2 milhões de votos ali, de diferença do Lula. Porém, a gente ouve 33 milhões de eleitores de abstenção, a maior abstenção desde 1988. Agora, nesse segundo turno, a campanha, a sua campanha, pretende ali fazer uma nova estratégia para captar parte desses 33 milhões de pessoas que deixaram de votar no primeiro turno?
Flávio Bolsonaro: Se eleitores que não foram votar têm as suas razões, e eu sempre busco convencer, convencê-los de que o Brasil tem um projeto de futuro.
Eu entendo que muita gente não acredita mais em palavras de político. Foram muitas decepções, em especial com o Lula nos últimos tempos. O que eu mais ouvi do Nordeste, com relação ao Lula, era a palavra decepção.
Então, quando as pessoas criam uma expectativa muito alta em cima de uma determinada liderança e ela não corresponde, a decepção é na mesma proporção inversa. Esperava-se muito, decepciona, então a decepção também é muito grande. Esse sentimento a gente tem que mudar.
Eu busco muito isso a todo momento, de mostrar que é um governo que vai ser um governo moderno, vai ser um governo que vai combater a criminalidade de uma forma muito firme, é um governo que vai perseguir redução de carga tributária, que vai valorizar quem quer empreender nesse país, que vai proteger as mulheres. E assim, o único pedido que eu posso fazer é que me deem um voto de confiança.
Eu estou falando isso não apenas para aqueles que não foram votar, mas eu quero também falar para aqueles que foram votar em Flávio Bolsonaro, que neste segundo turno não deixem de votar de novo.
É muito importante que saia de casa, não tenha eleição, ganha. A gente tem que se dedicar cada vez mais. Se cada um que votou em buscar virar um voto de uma pessoa que está indecisa ou que se absteve de votar, já vai ser uma vitória muito grande para o país, porque as pessoas têm que participar da decisão, do rumo que esse país vai tomar.
Então, mais uma vez, eu fico aqui de peito aberto, coração aberto, ouvindo as lideranças para trazer as medalhas propostas, que parem de pé, sem fazer presepadas, sem prometer picanha, como o governo atual prometeu e não entregou, com muita responsabilidade e sabendo que a gente pode construir um Brasil maravilhoso a partir de janeiro de 2017.
( da redação com informações de IA. Edição: Política Real)