31 de julho de 2025
NAÇÕES UNIDAS

Benjamin Netanyahu fala na ONU sob vaias e abandonos no plenário e diz que acusações de genocídio em Gaza é a maior mentira do século

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Por Politica Real com agências
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Benjamin Netanyahu se irrita e critica os que deixam o plenário da Assembleia da ONU Foto: imagem de streaming

Com agências

(Brasília-DF, 24/09/2026) Neste terceiro dia da 81ª sessão da Assembleia das Nações Unidas grande destaque seria a fala do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Quando chegou a vez do primeiro-ministro de Israel falar um grande número de delegados de vários países levantou-se e deixou o plenário, sob aplausos e vaias. A representação do Brasil foi uma das que abandonou o plenário.

Somente após repetidos apelos por calma foi possível que ele iniciasse seu discurso.

"Antes de começar, apenas um breve aviso: se houver outros covardes morais que ainda não deixaram este plenário, por favor, façam-no agora. Muito obrigado", disse Netanyahu.

Ele retomou o assunto da saída em protesto mais tarde, ao discutir sua decisão de mirar o Irã e suas capacidades nucleares.

"Querem ouvir a ironia suprema? Ao se defender, Israel também está defendendo muitos dos países cujos delegados acabaram de deixar este plenário. Na verdade, quero que saibam que muitos de seus líderes chegam a nos agradecer em particular por eliminarmos as capacidades nucleares do Irã", afirmou ele, acrescentando que "é difícil imaginar uma hipocrisia mais estarrecedora".

Manifestantes também haviam se reunido do lado de fora do prédio em Nova York antes do discurso de Netanyahu. Alguns foram detidos pela polícia. Brad Lander, candidato democrata pelo 10º distrito congressional de Nova York nas eleições de meio de mandato de novembro, também se juntou aos manifestantes, embora estivesse de terno e gravata, em vez de usar uma camiseta com palavras de ordem.

O primeiro-ministro de Israel afirmou que as acusações de genocídio em Gaza, feitas contra Israel por vários líderes mundiais ou grupos, eram falsas.

"Levará tempo para o mundo reconhecer o que é tão evidente: que o Hamas usou civis palestinos como escudos humanos; que utilizou hospitais, escolas e mesquitas como postos de comando terroristas; e que vendeu grande parte dos alimentos que permitimos a entrada em Gaza", alegou Netanyahu.

"E enquanto o Hamas fez todo o possível para manter os palestinos em situação de risco — muitas vezes sob a mira de armas —, Israel fez todo o possível para tirá-los do perigo", disse ele, citando medidas como avisos aos civis.

"Quero fazer uma pergunta: que regime genocida administra um milhão de vacinas contra a poliomielite à população inimiga? Que regime genocida viabiliza a distribuição de 2 milhões de toneladas de alimentos em Gaza? Acusar Israel de genocídio é a maior mentira do século", afirmou.

Ele também apontou o vereador de Nova York, Zohran Mamdani — a quem classificou como "antissemita" —, como uma das pessoas que disseminam essa mensagem. Disse que, desde a eleição de Mamdani, "muitos judeus não se sentem mais seguros em Nova York".

Netanyahu declarou que a "simples verdade" não é que Israel tenha cometido um genocídio, mas sim que o impediu, acrescentando: "isso é exatamente o que os amigos do Hamas do Sr. Mamdani teriam feito conosco se não os tivéssemos detido".

( da redação com informações de DW, AP, AFP. Edição: Política Real)