31 de julho de 2025
JUSTIÇA EM CRISE

Edson Fachin confirmou que no dia 15 será analisada denúncia contra Alexandre de Moraes e no dia 23 será analisada denúncia contra André Mendonça

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Por Politica Real com agências
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Edson Fachin Foto: Arquivo da Política Real

Com agências

(Brasília-DF, 12/09/2026) Neste sábado, 12, o ministro Edson Fachin, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin,  no âmbito da PETIÇÃO 16.704 negou o pedido do ministro Alexandre de Moraes para que o plenário da Corte julgasse em conjunto as denúncias contra ele e o ministro André Mendonça.

Fachin convocou uma sessão plenária extraordinária para a próxima terça-feira ,15, para tratar da petição 16.662, procedimento no qual Mendonça tornou públicas, em 1º de setembro, as conversas suspeitas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Moraes havia solicitado que, no mesmo dia, também fosse analisada a petição 16.704, em que apresentou questionamentos sobre a condução de Mendonça nos casos Master e INSS.

O ministro Alexandre de Moraes usou relatórios da inteligência da Polícia Federal para acusar André Mendonça de, "em tese", ter cometido improbidade administrativa, crimes de responsabilidade e de abuso de autoridade, com quebra da "imparcialidade judicial" e "favorecimento a determinados grupos políticos" ao atuar como relator dos casos.

Em sua resposta, porém, Fachina negou o pedido e marcou para 23 de setembro o julgamento do pedido de investigação contra Mendonça.

Moraes havia apresentado o requerimento à presidência alegando o "risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual" caso os processos fossem apreciados separadamente.

O ministro Gilmar Mendes também havia protocolado um pedido para que a Corte avaliasse, em conjunto, as acusações contra Mendonça e Moraes.

Como será sessão do dia 15?

As sessões extraordinárias do plenário são reuniões convocadas fora dos dias e horários em que normalmente ocorrem — nas tardes de quarta e quinta-feira — para a apreciação de temas urgentes ou de grande volume processual.

Na sessão da próxima terça, é esperado que, além dos elementos trazidos contra Moraes nos diálogos recuperados no celular de Vorcaro pela Polícia Federal, o plenário também discuta o pedido de nulidade apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o procedimento de Mendonça contra Moraes na petição.

Ou seja, se Mendonça poderia ter solicitado a produção do relatório que obteve as conversas de Moraes com Vorcaro.

Para a PGR, o ministro teria que ter submetido a questão ao plenário da Corte antes de determinar a apuração sobre a relação entre o colega de toga e o banqueiro. A procuradoria sustenta ainda que Mendonça extrapolou sua atuação como juiz ao "mirar" as investigações contra um alvo determinado.

Quando convocou a sessão do dia 15, Fachin apontou que o fez para que haja uma deliberação unificada do caso e que essa possa pacificar o cenário de decisões monocráticas sobrepostas.

Fachin justificou que há no STF um "quadro de conflitos e sobreposições processuais que configuram grave lesão à ordem pública e à integridade deste Tribunal", com "decisões monocráticas sucessivas, proferidas por integrantes desta Corte em incidentes distintos, mas entrelaçados pelos mesmos fatos e autoridades".

"Há especial dever de se assegurar a integridade e a adequada direção dos trabalhos desta Corte", diz.

O presidente do STF também anunciou, entre outras coisas, que retirou de Moraes a relatoria do inquérito das Fake News.

( da redação com informações de assessoria e BBC. Edição: Política Real)