Alexandre de Moraes pede que André Mendonça seja investigado por cometer crimes na Operação Compliance Zero; Edson Fachin solicitou explicações de Alexandre de Moraes,André Mendonça, Paulo Gonet, e Andrei Rodrigues
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Com agências
(Brasília-DF, 03/09/2026) Nesta quinta-feira, 03, no final do dia, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo de decisão que aponta supostas irregularidades na atuação do ministro André Mendonça na relatoria de processos relacionados às operações Sem Desconto e Compliance Zero.
A decisão foi tomada no âmbito do Inquérito 4.781, instaurado em 2019 para apurar notícias fraudulentas, denunciações caluniosas, ameaças e outras infrações contra integrantes do Supremo, além de possíveis esquemas de financiamento e divulgação de fake news em massa nas redes sociais.
A crise sem precedentes no Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou novos contornos no início da noite desta quinta-feira ,3.
O ministro Alexandre de Moraes partiu para a ofensiva contra o colega de toga André Mendonça e pediu formalmente a inclusão dele no chamado inquérito das Fake News, acusando o colega de toga de "usurpação da direção das investigações das autoridades policiais", "condução irregular das tratativas de eventual colaboração premiada" e "direcionamento de determinados alvos para investigação (Ministro Alexandre de Moraes e Senador Davi Alcolumbre), por motivos pessoais e políticos (...)".
Entre as situações, o despacho acusa Mendonça de ter ordenado "diligência investigatória policial para a produção ilegal de provas contra o Ministro Alexandre de Moraes".
Para fundamentar o pedido, Moraes cita trechos da Lei Orgânica da Magistratura (Loman), como o Artigo 33: "Parágrafo único - Quando, no curso de investigação, houver indício da prática de crime por parte do magistrado, a autoridade policial, civil ou militar, remeterá os respectivos autos ao Tribunal ou órgão especial competente para o julgamento, a fim de que prossiga na investigação".
Ainda não está claro se a inclusão no inquérito é automática ou se depende de autorização da Presidência do STF.
Paralelamente, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, solicitou formalmente esclarecimentos aos colegas Alexandre de Moraes e André Mendonça, além do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.
Em despacho, Fachin deu prazo de cinco dias para que todos se manifestem sobre a crise aberta pelo relatório da PF, produzido por solicitação de Mendonça, que indicou possíveis irregularidades na relação entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Ainda no despacho, o presidente do STF apontou que os fatos devem ser apurados para que o plenário da Casa possa tomar uma decisão a respeito do pedido da própria PGR pela anulação da validade do relatório.
( da redação com informações da Ag. Brasil, BBC. Edição: Política Real )