31 de julho de 2025
ELEIÇÕES 2026

X, antigo Twitter, anuncia alteração no sistema de recomendações para as eleições brasileiras de 2026 e Governo dos EUA acusa Brasil de impor censuras

As postagens não serão censuradas e estarão a disposição de quem consultar o perfil dos candidatos

Por Politica Real com agências
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Sarah B. Rogers faz postagem alegando censura Foto: X

Com agências

(Brasília-DF, 17/08/2026). Nesse domingo, 16,  subsecretária de Estado para Diplomacia Pública e Assuntos Públicos dos Estados Unidos, Sarah B. Rogers, acusou o Brasil de impor censura após o X alterar seu sistema de recomendações para as eleições brasileiras de 2026.

A mudança afeta a distribuição de publicações de candidatos para usuários que não seguem essas contas. Os conteúdos continuam disponíveis nos perfis dos candidatos, mas deixam de aparecer entre determinadas recomendações feitas automaticamente pela plataforma.

A medida ocorre no início do período oficial de propaganda eleitoral no Brasil. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a propaganda eleitoral passou a ser permitida a partir de 16 de agosto de 2026.

O que mudou no X

O sistema de recomendações do X é responsável por apresentar aos usuários publicações de contas que eles não necessariamente seguem. A própria plataforma explica que a aba "Para Você" combina publicações de contas seguidas pelo usuário com conteúdos selecionados por algoritmos a partir de diferentes sinais de interesse e engajamento.

A partir da mudança adotada para o período eleitoral brasileiro, publicações de contas oficiais de candidatos deixam de ser recomendadas a pessoas que não seguem esses perfis.

Isso não significa, porém, que os candidatos tenham sido suspensos da plataforma. O conteúdo permanece acessível diretamente nos perfis e para os usuários que seguem as respectivas contas.

O próprio X afirma, em sua documentação sobre recomendações, que conteúdos que não podem ser recomendados continuam disponíveis para pessoas que seguem o autor e na página do próprio autor.

Regra foi estabelecida pelo TSE

A alteração está relacionada à regulamentação eleitoral brasileira.

A Resolução nº 23.610/2019, atualmente modificada pelas normas que disciplinam as Eleições 2026, determina que provedores que utilizem sistemas de recomendação devem retirar dos resultados os canais e perfis informados à Justiça Eleitoral e, salvo nas hipóteses legais de impulsionamento pago, os conteúdos publicados nessas contas.

O texto estabelece que os provedores que utilizam sistemas de recomendação devem excluir dos resultados os canais e perfis registrados na Justiça Eleitoral, assim como os conteúdos publicados por eles, ressalvadas as situações previstas para publicidade eleitoral paga.

A norma faz parte da regulamentação da propaganda eleitoral na internet e foi mantida na regulamentação aplicável ao pleito de 2026. O TSE lista a Resolução nº 23.610/2019, juntamente com a Resolução nº 23.755/2026, entre as normas oficiais das eleições deste ano.

Acusação de censura

A mudança provocou reação de uma integrante de alto escalão do governo Trump, que classificou a medida como censura promovida pelo Brasil.

A crítica ocorre em um momento de tensão entre Washington e Brasília, especialmente em torno de questões relacionadas à liberdade de expressão, regulação das plataformas digitais e decisões das autoridades brasileiras envolvendo redes sociais.

A acusação, contudo, é uma interpretação política da medida. A regulamentação brasileira não determina a suspensão das contas dos candidatos nem impede que os usuários acessem diretamente suas publicações.

Na prática, a regra interfere especificamente na recomendação algorítmica desses conteúdos para pessoas que não seguem as contas.

Essa diferença é relevante porque o conteúdo continua publicado e pode ser acessado diretamente no perfil do candidato.

( da redação com informações da RT News. Edição: Política Real)