União Europeia anuncia que vai propor sanções “mais duras” contra a Rússia
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(Brasília-DF, 17/08/2026) A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, disse que o bloco vai procurar impor sanções mais duras contra a Rússia no outono, sinalizando uma nova tentativa de aumentar a pressão sobre Moscou.
Numa entrevista ao jornal alemão “Die Welt”, Kallas afirmou que, nos próximos meses, pretende “apresentar as listas de sanções mais abrangentes desde o início da guerra”, acrescentando que essas listas farão subir em um terço o número total de empresas e cidadãos russos sancionados.
“A pressão tem que aumentar até Moscou pôr fim à guerra”, acrescentou.
Desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em 2022, a UE aprovou 21 pacotes de sanções dirigidos contra dirigentes políticos e militares russos, empresários, oligarcas e empresas.
Mais de 3000 pessoas e entidades já foram alvo de sanções, com mais de 28 mil milhões de euros em ativos privados congelados na UE.
As declarações de Kallas sugerem que o próximo pacote poderá incluir mais mil pessoas e entidades. Cada inclusão nas listas tem de receber aprovação unânime dos 27 Estados-membros da UE.
As sanções visam também limitar a capacidade de Moscou para financiar e manter a sua intervenção na Ucrânia, ao atingir o complexo militar, a base industrial e as operações de exportação da Rússia.
Kallas afirmou que o Kremlin “já pagou um preço elevado pelas sanções da UE”, estimando o impacto económico em mais de um bilião de euros.
Ainda assim, as tentativas recentes de alargar o âmbito das sanções da UE contra a Rússia têm enfrentado uma resistência inesperada de alguns Estados-membros.
O mais recente pacote de sanções contra a Rússia, esteve quase a fracassar devido à Grécia, que exigiu uma derrogação específica à proibição em toda a UE do transporte de gás natural liquefeito (GNL) russo como condição para aprovar as medidas.
Atenas acabou por obter a derrogação, apesar da indignação de outros diplomatas, levantando sérias questões sobre a forma como os interesses económicos nacionais podem sobrepor-se à vontade de infligir mais danos económicos à Rússia.
Kallas manifestou ainda otimismo quanto à possibilidade de Estados Unidos e União Europeia “se aproximarem” nas respetivas políticas de sanções, depois de um projeto de lei sobre sanções à Rússia, patrocinado pelo falecido senador Lindsey Graham, ter sido aprovado no Senado numa votação bipartidária.
Em Bruxelas, cresce a preocupação com o enfraquecimento do apoio financeiro à Ucrânia e das sanções contra a Rússia desde a reeleição de Donald Trump.
( da redação com informações da AP, Euro News. Edição: Política Real)