PROPOSTA PRESIDENCIAL: Associação Brasileira de Ciência apresenta documento em que defende política para minerais críticos, plano contra emergência climática e 2% do PIB para ciência; veja a íntegra do documento
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(Brasília-DF, 17/08/2026). Nesta segunda-feira, 17, primeiro dia útil do início das campanhas eleitorais começou a temporada de apresentação de propostas de entidades sobre programas de futuros governos.
A Academia Brasileira de Ciências(ABC) divulgou o documento “O Futuro Não Pode Esperar: Ciência, Educação, Inovação e Soberania para um Projeto Nacional de Desenvolvimento”.
A publicação tem o objetivo de contribuir com propostas para candidatos a diferentes cargos e estimular a formulação de políticas públicas para os próximos anos.
O documento reúne diagnósticos e recomendações para oito áreas estratégicas: Educação, Emergência climática, Transição energética, Biomas, Rios e Oceanos, Agropecuária, Minerais críticos e estratégicos, Saúde e Justiça Social. As propostas foram elaboradas com base em evidências científicas e no conhecimento acumulado pelos pesquisadores e membros da ABC.
A publicação é resultado de uma análise das recomendações apresentadas pela ABC ao longo dos últimos 20 anos nas áreas de ciência, tecnologia e inovação e está organizada em nove capítulos. O primeiro deles analisa as propostas de documentos anteriores e mostra que grande parte das orientações permanece atual, em especial aquelas que estão relacionadas ao fortalecimento da educação, ao financiamento contínuo da ciência e ao incentivo à inovação.
De acordo com o documento, mesmo com avanços importantes nos últimos anos, o país ainda enfrenta entraves estruturais. O investimento em pesquisa e desenvolvimento permanece distante das principais potências econômicas, a inovação empresarial perdeu dinamismo, persistem desigualdades regionais na produção científica e a formação de pesquisadores sofre com a desvalorização das bolsas e a falta de perspectivas de carreira. Para a ABC, esse cenário evidencia a necessidade de garantir continuidade às políticas públicas voltadas à ciência, educação e inovação, independentemente dos ciclos de governo.
Os demais capítulos trazem um panorama para as diferentes áreas, incluindo um resumo para cada uma delas. Um dos diferenciais do documento é a seção "Leituras para diferentes atores", a qual apresenta, ao final de cada capítulo, recomendações específicas para candidatos à Presidência, ao Congresso Nacional e aos governos estaduais, indicando como cada esfera pode contribuir para a implementação das propostas.
Confira algumas das propostas:
Investimento em ciência
Aumento dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento para 2% do Produto Interno Bruto (PIB), medida que visa garantir um financiamento estável para a ciência e maior previsibilidade para universidades, institutos de pesquisa e empresas inovadoras;
Ensino técnico
Ampliação da oferta de ensino técnico e profissionalizante, com a meta de atender cerca de 50% dos estudantes do ensino médio até 2035; criação de uma rede de colleges técnicos estaduais, inspirada em modelos internacionais;
Formação para áreas estratégicas
Criação de Centros de Formação em Áreas Estratégicas, voltados para setores como inteligência artificial (IA), bioeconomia, saúde digital, agricultura de precisão, materiais avançados e transição energética;
Minerais críticos
Criação de política nacional para minerais críticos e estratégicos, conciliando exploração responsável, desenvolvimento tecnológico e agregando valor à produção brasileira;
Emergência climática
Eliminar gradualmente o uso de combustíveis fósseis e investir maciçamente em fontes de energia limpa e renovável; zerar o desmatamento e a degradação florestal, especialmente na Amazônia, e implementar um programa ambicioso de restauração florestal;
Transição energética
Lançar um Programa Nacional Emergencial de Expansão da Rede de Transmissão, com metas anuais claras e orçamento garantido; instituir um marco regulatório e um Programa de Aceleração para o Armazenamento de Energia; criar Política de Estado para o Hidrogênio Verde; recompor o Orçamento de CT&I para a Transição Energética;
Saúde e soberania tecnológica
Ampliar a capacidade nacional de desenvolver e produzir vacinas, medicamentos e outros insumos estratégicos para a saúde, reduzindo a dependência externa e fortalecendo a autonomia do país em futuras emergências sanitárias.\
Veja AQUI a ínrtegra da proposta.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)