31 de julho de 2025
ELEIÇÕES 2026

Flávio Bolsonaro chama Lula 3 de “governo louco”, diz que não deve explicações sobre Banco Master e que só irá a debate onde o presidente Lula estiver; confira a integra da conversa com os jornalistas em dia de gravação com candidatos ao Senado

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Por Politica Real
Publicado em

(Brasília-DF, 11/08/2026) Na manhã desta terça-feira, 11, o senador Flávio Bolsonaro ( PL-RJ), candidato à presidência da República, reuniu no comitê da campanha, numa casa no bairro Lago Sul, em Brasília(DF), os candidatos ao Senado pelo Brasil, do PL, que vieram gravar imagens e falas com o candidato. Os jornalistas fizeram perguntas a Flávio Bolsonaro que não tinha agendado, a princípio uma fala. O encontro não foi divulgado por sua campanha.

Ele fez criticas ao Governo Lula que chamou de “governo louco”.  Ele disse que só irá debate em que o o presidente Lula participar.

Ele disse que a candidata ao Senado, Michelle Bolsonaro (PL-DF) iria gravar com ele, também.

Flávio  voltou a reclamar de não ter podido visitar o pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar mas que tem com um ele uma relação que não precisa conversar sempre para tratar de política.

Flávio Bolsonaro disse que não tinha explicações para dar para a relação com o Banco Master e que sim o PT da Bahia tem que dar explicações.

Flávio voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes que agora faz articulação política para o Governo Lula.

Ele defendeu seu vice, o deputado Alfredo Gaspar, que é vítima de uma armação.

 

 

Confira a íntegra da conversa, em texto, da conversa de Flávio Bolsonaro com os jornalistas:

 

Flávio Bolsonaro: ...... Lula está deixando R$ 105 bilhões de conta pra pagar, que não tem de onde tirar, ele vai tirar, o Lula vai tirar de novo, vai tirar da saúde, vai tirar dos exames médicos, vai aumentar as filas nos hospitais, vai tirar da educação, não vai conseguir honrar os compromissos com as universidades. Esse é o governo Lula, que a população não aguenta mais. Nós vamos fazer de tudo aqui pra oferecer o caminho da prosperidade para o nosso Brasil.

 

Flávio Bolsonaro: Então, estou aberto às perguntas aí.

 

Jornalistas: Além da gravação, vocês vão fazer algum tipo de alinhamento de discurso, com o que cada um vai falar no seu...

 

Flávio Bolsonaro: Aqui, obviamente, cada estado tem a sua realidade, mas tem uma linha geral. E aí, o que a gente vai gravar, cada um vai gravar, o que eu vou gravar com cada um, vai na hora ali, acontece com uma orientação da nossa campanha, alinhada a deles também, a realidade local.

 

Aí, o que mais não vai vir participar, Michele...

 

Flávio Bolsonaro: Quem?

 

Jornalistas: Michele Bolsonaro.

 

Flávio Bolsonaro:  Vai, Michele estará aqui também, uma grande honra pra gente. Todo mundo já entendeu que o Brasil precisa vencer o PT.

 

E ela, uma pessoa qualificada, alguém que, certamente, por exemplo, a comunidade surda, praticamente ali, não tinha nenhuma atenção antes de Michele, passou a ser outra realidade de tratamento e foi dada pra essa comunidade após o trabalho dela. E é uma pessoa que, com certeza, junto com a Bia aqui no DF, vão ser grandes representantes e vão ter, obviamente, acesso direto à Presidência da República pras demandas aqui do Distrito Federal, assim como todos que estão aqui.

 

Vão ter aí esse canal direto pra ajudar os seus estados e vão encontrar na Presidência da República alguém sempre disposto e disponível pra ajudar os cidadãos dos seus estados.

 

Jornalistas: Senador, qual que é a meta em relação ao Senado?

É ter uma maioria, eleger o presidente da casa? O que o senhor projeta pra quando passarem as eleições ter aí uma situação mais tranquila?

 

 

Flávio Bolsonaro: Eu acho que o Senado Federal é a casa ali que, durante o governo do presidente Bolsonaro, a gente tinha o placar mais apertado quanto uma base consolidada. Eu não tenho nenhuma dúvida de que o Senado, a partir de 2027, com essa renovação de dois terços que nós vamos ter nessas eleições, vai ser um Senado ainda mais assento direita. Eu vou precisar muito de todos os senadores que estão aqui pra mexer na Constituição Federal.

 

Nós vamos reduzir a maioridade penal pra que estupradores que se escudam na solidade cronológica possam responder como adultos, vão morfar na cadeia, vão ter que trabalhar na cadeia pra restituir financeiramente as suas vítimas. Não só desse crime que eu falei, mas todos aqueles que ficarem presos, os criminosos violentos, aqueles criminosos por corrupção, todos vão ter que ficar presos, maior parte da pena que foram condenados e vão ter que trabalhar dentro do presídio pra poderem pagar a sua estadia e pra poderem também indenizar as suas vítimas. Mas é assim que eu preciso, por isso que eu preciso muito de senadores e de deputados, vão ter que mexer na legislação penal pra classificar PCC e Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas.

 

A partir de janeiro do ano que vem eu vou declarar guerra aos narcoterroristas, vou precisar muito do Congresso Nacional pra poder libertar a população que hoje vive sob esse poder paralelo deles. Vamos mexer no Código Penal pra que ladrão de celular pegue no mínimo oito anos de cadeia, ou seja, vai ficar preso também ladrão de celular.

 

Então a gente vai ter uma linha muito nesse sentido, que eu vou precisar de um Senado muito alinhado com a gente pra essas alterações legais e também pra fazer a responsabilidade fiscal.

 

Que esse governo simplesmente abandonou, um governo louco. O Lula tá louco com o que ele tá fazendo com esse país. Ele tá pulando o precipício correndo sem paraquedas e vai caber a nós aqui, esse time, salvar o Brasil das loucuras do Lula.

 

Jornalistas : Candidato, a última vez que o senhor encontrou outros parlamentares, tantos parlamentares, foi quando o senhor foi se explicar sobre o caso Mastro. O senhor considera esse episódio superado com o seu entorno?

 

Flávio Bolsonaro:  Olha, quem deve explicações é o Lula, né? É o filho dele que tá sendo acusado de roubar os aposentados da NSS. É o Lula que tem que explicar o que ele fazia numa reunião enquanto presidente da República, junto com Augusto Lima e outros ali, Galípolo, dizendo, pá, não vende o banco agora pra outro banco não, porque a gente vai trocar o presidente do Banco Central e aí vamos resolver a sua situação.

 

É o PT da Bahia que, mais do que nunca hoje, muito em função do trabalho de vocês na imprensa, a população toda tem consciência de que isso começou na Bahia. Não é à toa que Jax Wagner tá respondendo, não é à toa que todo mundo sabe que o Rui Costa tem envolvimento também. Grandes figurões do PT, eles é que devem explicações.

 

Eu não devo explicação nenhuma, eu tô aqui pra, junto com esse time, resgatar o nosso Brasil.

 

 

Jornalistas:  Agora o senhor tá impossibilitado de falar com seu pai por decisão, né, do STF. Como que isso vai impactar a sua campanha? Porque a gente sabe que é um relacionamento de pai e filho, mas também dá direcionamento, né, de campanha e tudo, enfim, conselhos.

 

Flávio Bolsonaro: Eu conheço tanto o meu pai que eu já sei o que ele pensa. Então, por telepatia, eu já tenho ideia do que é que ele poderia me orientar. Então, a minha escola é a do presidente Jair Bolsonaro, todo mundo que tá aqui sente muito a falta, a ausência dele.

 

Esse final de semana foi muito difícil, com o Dia dos Pais, passar longe dele em função da covardia que o Alexandre de Moraes fez com toda a família, de proibir o próprio filho de ver o pai. Ele me proibiu de advogar pro meu pai, uma coisa que eu fazia com todo o coração, com todo o amor, exercendo a minha profissão como advogado. E ele impediu que isso acontecesse também.

 

Eu lamento, né, você vê o Alexandre de Moraes hoje, ele virou o grande articulador político do Lula, promovendo encontro dentro da casa dele, com outros políticos. Quer dizer, o Alexandre de Moraes veio pra seara a política, então todos os políticos estão autorizados a responder dentro da política também.

 

Jornalistas:  A questão de impeachment de ministro do Supremo, como a maioria no Senado, também é algo que vocês vislumbram?

 

 

Flávio Bolsonaro: O presidente da República, ele indica ministro do Supremo, o próximo indicará quatro.

 

Quem tira é o Senado. Como a gente tá aqui com os candidatos ao Senado, vocês estão a favor de impeachment do Alexandre de Moraes? Sim! A população, a população. E o primeiro é o Moraes.

 

Eles vão ser cobrados nas eleições por isso, vão ser cobrados, não adianta querer dar canetada, não adianta ameaçar, inventar operações contra nossos pré-candidatos, como fizeram, pra tentar diminuir a quantidade de senadores, porque essa é uma pauta que eu falava há anos, pra eles, inclusive. Enquanto vocês mantiverem esse inquérito das fake news aberto, uma coisa que não tem nenhum precedente, trazendo pra dentro quem vocês querem, escolhendo alvos pré-determinados, dizendo quem são os investigadores, dizendo que se o relatório da polícia ficar ruim você manda voltar, que é o que nós vimos, né? A própria imprensa divulgando com as denúncias que foram feitas, em função da atuação do Alexandre de Moraes enquanto presidente do TSE, é a população que tá cobrando.

 

Então, assim, isso virou uma pauta de campanha, não queria que estivesse chegando a esse ponto, mas virou uma realidade.

 

Tá bom?

 

Outra coisa, gente, se vocês precisarem aqui, beber água, tomar café, usar o banheiro, por favor, tá aberta aqui a casa pra vocês, que eu sei que não é fácil ficar aí fora tomando sol, tá?

 

 

Só não pode deixar o gravador nem pegar minha escolinha em cima da mesa.

 

 

Jornalistas: Essa questão do impeachment do Moraes, enfim, de outros, se vocês querem, também vai ser um direcionamento que você vai dar pra eles em relação ao que dizer em campanha?

 

 

Flávio Bolsonaro: Eu acho que nem precisa, já responderam aqui. A minha campanha é que eu vou tratar do Brasil, eu vou tratar das pautas da saúde, que tá uma porcaria um monte de lugar, vamos ter que discutir a atualização da tabela SUS, temos que discutir a mudança do currículo escolar, a formação de professores, temos que discutir a internet pra se tratar como infraestrutura, vai ser igual estrada, porto, rodovia, infraestrutura.

 

Internet vai ser da mesma forma, porque é assim que a gente vai conectar o Brasil no serviço do governo, se você descer a melhor esteira de serviço...

 

 

Jornalistas: Expectativa pro debate da Band, por favor. Você vai ao debate da Band? Debate da Band, expectativa. Expectativa pro debate da Band.

 

Flávio Bolsonaro:  Isso já foi falado, eu vou aonde o Lula estiver, nós vamos estar lá. Quem deve explicações ao Brasil é o Lula, e o meu debate é com ele.

 

Jornalistas: Senador, só uma pergunta em relação à chapa do senhor, esses rumores de que poderia mudar Alfredo Gaspar, como é que fica aí?

 

 

( apoiadores) Alfredo! Alfredo! Alfredo! Alfredo!

 

Flávio Bolsonaro: Essa farsa, essa farsa que foi montada contra o Alfredo, que isso é uma farsa, foi montada contra o Alfredo, foi exatamente no momento em que ele estava ali defendendo os aposentados roubados pelo governo do PT, inclusive pedindo a prisão do Lulinha.

 

Por isso que foi feito isso contra ele. A pessoa do bem, uma pessoa preparada, da área da segurança pública, e a nossa confiança, de coragem, nordestino. Obrigado, gente.

 

Bom trabalho.

 

( da redação com IA. Edição: Política Real)