Romeu Zema é oficializado em convenção, reservada, do Novo, se coloca como anti-Lula, não faz críticas a Flávio Bolsonaro e promete fazer um grande presidio na Amazônia
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(Brasília-DF, 27/07/2026) O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO) lançou oficialmente nesta segunda-feira ,27, sua candidatura à Presidência da República, durante convenção partidária em Brasília.
Ele fez duras criticas ao PT, se colocou como um anti-Lula, não fez criticas, nem que indiretas a outros candidatos, como fez no passado ao candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro( PL-RJ) assim como a segurança pública foi um dos principais temas de seu discurso inaugural como candidato, com propostas de endurecimento do combate ao crime organizado.
"Vou enquadrar todas as organizações criminosas como terroristas", afirmou o ex-governador de Minas Gerais.
Zema também prometeu construir um "superpresídio" na Amazônia, onde, segundo ele, os criminosos vão "mofar por pelo menos 25 anos". Ele citou a política de segurança adotada por El Salvador, sob o governo de Nayib Bukele, como referência para o Brasil.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema lançou oficialmente, nesta segunda-feira (27), sua candidatura à Presidência da República pelo Novo, durante convenção do partido em Brasília.
Zema defendeu a agenda do empreendedorismo, baseada na redução de impostos e na meritocracia.
"Eu rodei 2 milhões de quilômetros, eu sei o que é ralar", disse Zema, ao destacar sua trajetória empresarial em Minas Gerais.
A convenção do Novo oficializou sua candidatura, mas o partido ainda não anunciou o candidato a vice da chapa.
Confira o áudio da fala de Zema na oficialização de sua candidatura à presidência da República:
“Tem gente falando aí que está perdendo a soberania porque os Estados Unidos enquadraram as organizações, facções criminosas com terroristas. O Brasil é que já deveria ter feito isso há muito tempo. Quem acompanha sabe que 60 milhões de brasileiros, estive no Ceará recentemente, vi lá, áreas controladas pelo crime organizado.
A presença do Estado ali é praticamente zero. É um atentado à soberania nacional. Ali o Estado não manda nada.
Aliás, não tem nem acesso. Ali quem vive é extorquido de todas as maneiras. Na conta de água, na conta de energia, na conta de internet, essa questão de falar que o crime organizado depende de droga é asneira.
Hoje isso é trocadinho para eles. O Estado de Minas era sócio da Light no Rio de Janeiro, a empresa de energia elétrica que está numa situação hoje falimentar. Outro dia eu encontrei com o executivo e ele me falou que 52% da energia que a empresa fornece ela não recebe.
Alguém está recebendo. E muito provavelmente é o crime organizado. E 52% da receita de uma empresa como a Light não é pouca coisa.
Vou enquadrar todas as organizações e facções criminosas como terroristas. Vamos construir um superpresídio, de preferência num lugar remoto no meio da Amazônia, pra onde todos esses líderes vão ser encaminhados e vão morfar por pelo menos 25 anos.”.
( da redação com informações de redes sociais e agências. Edição: Política Real)