Depois da repercussão negativa, campanha de Flávio Bolsonaro diz que não questionou a integridade do sistema de votações no Brasil
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(Brasília-DF, 22/07/2026) Depois da repercussão da fala do pré-candidato e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em que ele sugeriu que os países enviassem observadores eleitorais ao Brasil pois uma empresa de origem venezuelana, acusada de atuar em fraudes, teria trabalhado na urna eletrônica brasileira a campanha de Flávio Bolsonaro enviou nota a diversos órgãos de imprensa informando que não é verdade que o senador tenha questionado a integridade do sistema de votações no Brasil.
"Em sua fala, que é brevíssima neste ponto, o pré-candidato Flávio Bolsonaro afirma expressamente que 'não está questionando o sistema de votação brasileiro' e exorta os diplomatas ali presentes a mandarem o maior número possível de representantes em missões de observação internacional", diz o texto
"Afastada qualquer descontextualização das falas do pré-candidato, sua equipe de pré-campanha reafirma sua integral confiança no sistema eleitoral brasileiro e sua crença irrestrita de que as missões de observação internacional devem ser fortemente estimuladas, pois contribuem para o "aperfeiçoameto do processo eleitoral, ampliando a transparência, a integridade e a confiança pública nas eleições'".
O que é a Smartmatic?
A Smartmatic esteve envolvida nas eleições venezuelanas entre 2004 e 2017, prestando tecnologia e serviços eleitorais ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE).
De acordo com a empresa, seus serviços incluíam automação da votação, contagem, transmissão e totalização dos votos, produção, configuração e fornecimento das urnas eletrônicas, software de gerenciamento eleitoral, sistemas de segurança, entre outros.
Ela abandonou o contrato após ela própria denunciar a suspeita de fraude na divulgação oficial dos resultados por parte da Comissão Eleitoral da Venezuela nas eleições de 2017.
Segundo o próprio site da empresa, ela foi fundada na Flórida, nos Estados Unidos, em 2000. Hoje a sede está localizada em Londres, na Inglaterra.
A companhia foi notícia na última semana depois que a Casa Branca postou documentos de uma investigação conduzida pela CIA sobre a capacidade do governo venezuelano de manipular eleições usando a tecnologia das urnas eletrônicas.
O relatório, no entanto, não confirma que a manipulação tenha ocorrido, apenas que era possível de ocorrer.
Segundo a inteligência americana, as autoridades locais tinham "alguma capacidade de manipular sistemas de votação eletrônica" para influenciar os resultados das eleições na Venezuela.
A agência alertou, porém, que não havia evidências definitivas de que tal tecnologia — criada principalmente pela Smartmatic — tivesse sido usada para cometer "fraude eletrônica em larga escala" na Venezuela.
A CIA também determinou que o governo venezuelano não tinha a capacidade de fraudar eleições fora do seu próprio país. "Nem a Smartmatic nem o governo venezuelano tinham a capacidade de manipular o resultado de uma eleição fora da Venezuela", afirma a análise.
( da redação com informações de agencias. Edição: Política Real)