31 de julho de 2025
INDÚSTRIA

Confiança na indústria tem queda registrando o menor patamar desde a pandemia do covid-19

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Por Politica Real com agências
Publicado em

(Brasília-DF, 13/07/2026). Nesta segunda-feira, 13, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou o seu Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) que caiu 2,3 pontos em julho, passando de 46,7 pontos para 44,4 pontos, menor patamar do indicador desde junho de 2020, durante a pandemia da Covid-19.

Com o resultado negativo, o ICEI chegou a 19 meses consecutivos abaixo da linha de 50 pontos, refletindo pessimismo contínuo entre os empresários da indústria. A sequência negativa começou em janeiro do ano passado e é a segunda pior da série histórica. Apenas entre 2015 e 2016, quando o Brasil atravessou uma recessão econômica, o índice ficou mais tempo em patamar negativo. 

“Na medida em que se tem um período tão longo de pessimismo, isso se traduz em redução do número de empregados, da produção ou até cancelamento de investimentos produtivos”, afirma Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

O levantamento aponta que a falta de confiança se intensificou em julho devido à piora da avaliação dos empresários sobre as condições correntes e as expectativas para as empresas e a economia.

Cenário externo derruba expectativas

Os dois componentes do ICEI caíram em julho. O Índice de Condições Atuais recuou 0,7 ponto, para 41,6 pontos, distanciando-se ainda mais da linha de 50 pontos. Segundo os industriais, os negócios e a economia estão piores do que há seis meses.

O Índice de Expectativas, por sua vez, caiu 3,1 pontos, registrando 45,8 pontos. Trata-se da maior queda do indicador desde novembro de 2022, quando o componente encolheu 10,8 pontos. Com o resultado, as expectativas positivas dos empresários para as próprias empresas perderam força e se aproximaram da neutralidade, enquanto o pessimismo em relação à economia brasileira se intensificou.

“A piora das expectativas se deve, possivelmente, ao aumento das incertezas do cenário externo, tanto o acirramento da guerra no Oriente Médio, que ocorreu no início do mês, como também a eventual retomada de tarifas americanas sobre produtos brasileiros”, avalia Marcelo Azevedo.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)