31 de julho de 2025
OPINIÃO

Na busca de algo perdido ou nunca encontrado!

O que fica claro é que Michelle Bolsonaro não deverá apoiar a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro

Por Genesio Araújo Jr para Política Real
Publicado em
E,m buscao do elo perdido! Foto: Amazon

(Brasília-DF) O debate público na relação dos gêneros tem detalhes especialíssimos. O homem quando debate com a mulher, se busca a imposição das ideias pelo vozerio ou natural virulência é visto, não raro, como um grosso, tosco, nada contemporâneo, nada cavalheiro.

Se o mesmo homem nesse debate é notoriamente passivo, excessivamente cortes, é tido como virado travestido de varão, um fraco, um apedeuta.

Debater com as mulheres não é para qualquer um na política. Talvez seja por isso que os homens, sejam de esquerda ou de direita, falam em “todo-poder-as-mulheres” da boca para fora. Basta ver que dadas prerrogativas às mulheres, maioria da população, não ocupem todos os espaços públicos que deveriam.

Por favor, não me venha, entredentes, afirmar que as mulheres não tem interesse pela vida pública. Basta disso!

O senador Flávio Bolsonaro que vive um embate público com a sua madrasta Michelle Bolsonaro teve o apoio da maioria dos bolsonarista raiz, mostram diversas medições feitas por empresas que avaliam as redes.

Ela deixou o comando do PL mulher, ameaçou deixar o Partido Liberal e na sexta-feira, 3 de julho, chegou a elogiar a política de inclusão dos surdos e mudos do atual Governo Federal.  Ela calibrou a declaração, após criticas bolsonaristas, afirmando que a política foi criada no governo Bolsonaro, mas acabou sendo efetivamente aplicada na atual gestão.

O que fica claro é que Michelle Bolsonaro não deverá apoiar a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Surge a informação vinda da pré-campanha do senador que ele deverá escolher uma mulher para ser sua companheira de chapa. Especula-se que os nomes mais destacados da cena política conservadora não pretendem ser companheira de chapa do filho escolhido do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Face a esperada distância de Michelle Bolsonaro não é ajuizado a Flávio Bolsonaro debater com o vazio. Sua esperada companheira de chapa, que ainda não se tem pista, tem que esta habilitada não só para fazer enfrentamentos com o vazio deixado por Michelle Bolsonaro assim como estar pronta para o debate.

Seria ajuizado, se assim se pode dizer, que além de predicados ao debate a escolhida também fosse oriunda do campo evangélico, mais que uma nordestina, oriunda de uma região onde o bolsonarismo não encanta tanto como Santa Catarina, pra ficar num Estado, em especial.

A cena shakespeareana em que estão os Bolsonaro tem feito com que se fale pouco dos problemas, que são muitos, da pré-campanha de reeleição do presidente Lula e de seus velhos problemas que dão suporte ao cansaço do eleitorado jovem e da classe C.

As encruzilhadas que vive a campanha de Flávio Bolsonaro só não são mais destacadas pois o respeitável público esteve tomado pelas festas juninas ou pela Copa do Mundo.

O principal nome da oposição, que busca despachar no Planalto em 2027, precisa, até a oficialização das candidaturas ao final de julho, como apontam as estimativas da maioria dos pretendentes - encontrar um eixo para lidar com a cena política.

Não dá para se desvencilhar dos problemas que tem, mas necessita gerar uma pauta positiva para chegar em agosto retomando melhores condições vistas ao final do primeiro trimestre.

No deserto propositivo que temos, de parte a parte, resta-lhe torcer que o positivo venha de uma severa maledicência dos governistas!

Por Genésio Araújo Jr, jornalista

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