31 de julho de 2025
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INFLAÇÃO: Mercado avalia como poderá vir o IPCA de junho: Política Real expõe a avaliação da Warren Investimentos

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Por Política Real com assessoria
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Tendências que nos levam ao norte do cenário econômico Foto: 123RF

(Brasília-DF, 04/07/2026) A Política Real, com foco em política e economia, notadamente, sempre dá destaque a avaliações, pesquisas e estudos sobre a cena nacional e internacional. Chegou na redação da Política Real uma avaliação da Warren Investimentos sobre como poderá vir a inflação de junho.

Veja o texto:

“No dia 10, próxima sexta-feira, será divulgada a leitura do IPCA de junho. Projetamos alta de +0,32% no mês, o que deve levar a inflação acumulada em 12 meses para +4,81%, representando uma aceleração de 9 pontos-base frente ao resultado de maio (+4,72%).

Entre os grupos de maior atenção, destaca-se o arrefecimento de Alimentação e bebidas (+0,31%), graças à alta mais moderada dos tubérculos, raízes e legumes (+2,10%) e redução das das carnes (-0,49%), reflexo dos preços mais baixos no atacado. Habitação (+0,65%) acompanhará o movimento baixista, propiciado pela queda do gás de botijão (-1,10%) e arrefecimento de energia elétrica (+1,55%) – com a dissipação de parte do efeito altista de reajustes tarifários ocorridos no final de abril. Em Saúde e cuidados pessoais (+0,59%) destacamos a estabilização dos preços dos produtos farmacêuticos (+0,02%), após o reajuste concedido pela CMED em abril, e alta mais suave de higiene pessoal (+1,22%), conforme indicado pelo último IPCA-15.

Em sentido contrário, os Transportes (+0,05%) voltam a subir, com impacto do encarecimento de passagem aérea (+7,00%) e estabilidade de gasolina, que vinha registrando deflações. Em contraste, o seguro voluntário de veículo deverá cair para -3,40%.

Assim, os itens administrados (+0,30%) irão se arrefecer com ajuda de energia elétrica, gás de botijão e produtos farmacêuticos. Para os serviços subjacentes (+0,28%), os principais alívios partirão de seguro de veículo e condomínio. A taxa acumulada em doze meses dos serviços subjacentes deve ceder para 5,05%, patamar ainda elevado. Ademais, os serviços intensivos em trabalho ainda não mostram sinais relevantes de desinflação – projetamos +0,55% MoM e +7,11% YoY para esse agrupamento. Já os núcleos não dessazonalizados deverão se arrefecer na margem, para +0,34% MoM e +4,60% YoY.

No que diz respeito aos itens mais sensíveis aos efeitos da guerra — que representam cerca de 15% da cesta do IPCA, conforme nosso estudo — esperamos ligeira reaceleração para +0,17% no IPCA de junho (ante -0,03% em maio), por conta de gasolina, principalmente. Já o grupo de média sensibilidade, que representa cerca de 2,5% do índice, deve registrar queda pela primeira vez desde o início dos efeitos do conflito no Oriente Médio e registrar -0,39%, frente a +0,53% no IPCA de maio.

Em síntese, nossas projeções indicam um IPCA de junho menos pressionado por alimentos, itens administrados, bens industriais e serviços subjacentes, ao passo que os serviços intensivos em trabalho ainda não mostram sinais de alívio. Mesmo assim, a melhora qualitativa observada no IPCA-15 de junho deverá se manter nesta divulgação. Nossa projeção segue em 5% para o ano de 2026.”.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)