31 de julho de 2025
BRASIL/ESTADOS UNIDOS

AGU anuncia que vai representar Alexandre de Moraes em tribunal nos EUA no caso das empresas Rumble Inc. e Trump Media & Technology Group Corp

AGU avalia que o Brasil tem que defender decisões de seus tribunais pois são do próprio país

Por Política Real com assessoria
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AGU vai defender Alexandre de Moraes na Florida Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 15/06/2026). Nesta segunda-feira, 15, Advocacia-Geral da União (AGU) após provocação feita pelo Supremo Tribunal Federal (STF) informou que decidiu requerer a intervenção do Brasil em ação judicial proposta pelas empresas Rumble Inc. e Trump Media & Technology Group Corp. contra o ministro Alexandre de Moraes. A ação transcorre em tribunal federal da Flórida, Estados Unidos.

A manifestação de intervenção do Estado brasileiro perante o tribunal dos EUA seria protocolada na tarde desta segunda-feira ,15. Para que o Brasil possa promover a defesa das decisões judiciais proferidas pelo STF, o Estado brasileiro precisa se habilitar nos autos do processo, já que a ação foi proposta apenas contra o ministro Alexandre de Moraes. Por isso, será apresentada petição requerendo a intervenção do Estado brasileiro na ação judicial.

A medida tem por objetivo promover a defesa dos interesses do Estado Brasileiro e sustenta, sobretudo, que decisões judiciais proferidas pela Suprema Corte de nosso país não podem ser questionadas perante tribunais de Estados estrangeiros.

A submissão de atos jurisdicionais soberanos à apreciação de cortes de outros países implica grave ofensa à imunidade de jurisdição, princípio consagrado no Direito Internacional e reconhecido também pelas leis dos Estados Unidos.

Atos praticados por agentes públicos de um Estado soberano não podem ser submetidos, sem o consentimento desse Estado, à jurisdição de tribunais de um Estado estrangeiro. O Brasil não consentiu e não consentirá com a apreciação de decisões de nossa Suprema Corte por juízes de outro país. Decisões judiciais brasileiras devem ser cumpridas ou questionadas perante nossos próprios tribunais, de acordo com a lei processual vigente no Brasil.

A AGU entende que se trata, em última análise, de uma tentativa de ofensa à soberania nacional e à independência do Poder Judiciário brasileiro.

O Governo do Brasil, segundo a AGU. com base nesse e nos outros fundamentos expostos na manifestação, espera que o processo seja extinto sem julgamento das alegações apresentadas pelas empresas.

A Advocacia-Geral da União, em nota, diz que  “tem plena confiança de que o Poder Judiciário norte-americano atuará com imparcialidade e reconhecerá a procedência dos argumentos apresentados pelo Brasil.”

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)