31 de julho de 2025
SERVIÇOS

Setor de serviços recuou 1,2% em março, informa PMS do IBGE

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Por Política Real com assessoria
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(Brasília-DF, 15/05/2026). Se ontem, 14, a Pesquisa Mensal do Comércio surpreendeu positivamente, hoje, 15, foi divulgada a  Pesquisa Mensal de Serviços

Em março de 2026, o volume de serviços no Brasil mostrou queda de 1,2% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após ter apresentado estabilidade (0,0%) em fevereiro de 2026.

Dessa forma, o setor de serviços está 18,2% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e fica, em março de 2026, 1,7% abaixo do topo da série histórica, alcançado em outubro de 2025. Frente a março de 2025, o volume de serviços cresceu 3,0%, seu 24º resultado positivo consecutivo. O acumulado de janeiro a março deste ano foi de 2,3%, frente a igual período de 2025. O acumulado nos últimos doze meses foi a 2,8%, mantendo o ritmo de expansão frente ao observado em fevereiro (2,8%) e assinalou a taxa menos intensa desde outubro de 2024 (2,7%).

O recuo do volume de serviços (-1,2%), na passagem de fevereiro para março de 2026, foi acompanhado por todas as cinco atividades de divulgação investigadas, com destaque para os transportes (-1,7%), que eliminaram o ganho acumulado nos dois primeiros meses do ano (0,8%). As demais quedas observadas no mês vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,1%), de informação e comunicação (-0,9%), dos outros serviços (-2,0%) e dos serviços prestados às famílias (-1,5%), com o primeiro setor acumulando uma perda de 2,3% nos últimos quatro meses; o segundo devolvendo parte da alta acumulada nos três meses anteriores (2,8%); o terceiro acumulando uma perda de 2,4% nos últimos dois meses; e o último eliminando integralmente a expansão registrada no mês anterior (1,1%).

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total do volume de serviços mostrou variação negativa (-0,4%) no trimestre encerrado em março de 2026 frente ao trimestre imediatamente anterior. Entre os setores, três das cinco atividades também mostraram comportamento negativo, com destaque para os serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,7%); seguido por transportes (-0,3%); e pelos serviços prestados às famílias (-0,3%). Em sentido oposto, os outros serviços (0,3%) e informação e comunicação (0,2%) mostraram os avanços neste tipo de indicador.

Volume de serviços tem queda em 13 das 27 unidades da federação

Regionalmente, a menor parte das unidades da federação (13 das 27) assinalou retração no volume de serviços em março de 2026, na comparação com o mês imediatamente anterior, a despeito do recuo observado no resultado do Brasil (-1,2%) – série ajustada sazonalmente. Entre os locais que apontaram taxas negativas, o impacto mais importante veio de São Paulo (-2,1%), seguido por Mato Grosso (-5,2%), Pernambuco (-3,9%) e Mato Grosso do Sul (-6,0%). Em contrapartida, Distrito Federal (10,3%) e Rio de Janeiro (1,8%) exerceram as principais contribuições positivas do mês, seguidos por Santa Catarina (2,7%), Paraná (0,3%), Rio Grande do Norte (2,1%) e Alagoas (2,5%).

Atividades turísticas caem 4,0% em março

Em março de 2026, o índice de atividades turísticas apontou retração de 4,0% frente ao mês imediatamente anterior, segundo resultado negativo seguido, período em que acumulou uma perda de 5,4%. Com isso, o segmento de turismo se encontra 6,5% acima do patamar de fevereiro de 2020 e opera, em março de 2026, 6,3% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024. Regionalmente, 14 dos 17 locais pesquisados acompanharam este movimento de queda verificado na atividade turística nacional (-4,0%). A influência negativa mais relevante ficou com São Paulo (-6,3%), seguido por Rio de Janeiro (-2,4%), Bahia (-5,3%), Pernambuco (-9,2%) e Minas Gerais (-2,8%). Em sentido oposto, Rio Grande do Sul (1,4%) liderou os ganhos do turismo neste mês, seguido por Rio Grande do Norte (1,3%) e Goiás (0,4%).

Transportes de passageiros e de cargas recuam em março

Em março de 2026, o volume de transporte de passageiros recuou 3,4% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, segunda taxa negativa seguida, período em que acumulou uma perda de 4,3%. Dessa forma, o segmento se encontra, nesse mês de referência, 1,7% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 22,1% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica). Por sua vez, o volume do transporte de cargas apontou retração de 1,0% em março de 2026, após ter crescido 0,8% no mês anterior. Dessa forma, o segmento se situa 5,1% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023). Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 37,1% acima de fevereiro 2020.

No confronto com igual mês do ano anterior, sem ajuste sazonal, o transporte de passageiros cresceu 2,8% em março de 2026, após ter recuado 4,0% no mês anterior; ao passo que o transporte de cargas apontou crescimento de 2,5%, no mesmo tipo de confronto.

No indicador acumulado do primeiro trimestre deste ano, o transporte de passageiros mostrou expansão de 2,3% frente a igual período de 2025, enquanto o de cargas avançou 1,4% no mesmo intervalo investigado.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)