DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil atenção para Pesquisa Mensal de Serviços (PMS)
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(Brasília-DF,15/05/2025). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” na XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil destaque para Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).
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Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 50: -1,0%; Nasdaq 100: -1,5%), com o mercado realizando lucros após novas máximas históricas do S&P 500 e Nasdaq. Os investidores seguem monitorando a cúpula entre EUA e China, especialmente discussões envolvendo tarifas, Taiwan, Irã e comércio global. No corporativo, destaque para a Cerebras, que avançou no pós-mercado devido seu IPO ligado à temática de IA.
Na Europa, as bolsas operam em forte queda (Stoxx 600: -1,3%), pressionadas pela volta das preocupações inflacionárias após os dados mais fortes de CPI e PPI nos EUA, além da alta recente do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio. No Reino Unido, a instabilidade política também pesa sobre os ativos locais, com o primeiro-ministro Keir Starmer enfrentando crescente pressão interna dentro do Partido Trabalhista.
Na China, os mercados fecharam em queda acentuada (CSI 300: -1,1%; HSI: -1,6%), com o encontro entre Xi Jinping e Donald Trump ainda no radar. No restante da Ásia, os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em baixa, liderados por uma forte correção na Coreia do Sul. O Kospi despencou mais de 6% após renovar máximas históricas, pressionado pelo sell-off em Samsung e SK Hynix, em meio a preocupações com concentração excessiva em ações ligadas à inteligência artificial.
IBOVESPA +0,72% | 178.365 Pontos. CÂMBIO +1,41% | 4,98/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a quinta-feira em alta de 0,7%, aos 178.366 pontos, acompanhando a recuperação parcial dos ativos locais após a queda da véspera, quando o mercado foi pressionado pelo noticiário político doméstico.
Usiminas (USIM5, +8,0%) liderou os ganhos, refletindo a elevação do preço-alvo de suas ações por um banco de investimentos. Na ponta negativa, SLC Agrícola (SLCE3, -1,6%) recuou após a divulgação dos resultados do 1T26 (veja aqui o relatório completo dos nossos analistas).
Para o pregão de sexta-feira, os principais destaques da agenda são a Pesquisa Mensal de Serviços no Brasil e os dados de produção industrial nos EUA, ambos referentes a abril.
Renda Fixa
Os juros futuros recuaram nesta quinta-feira, corrigindo parte da abertura do dia anterior, em meio ao alívio no cenário externo, com petróleo relativamente estável acima de US$ 100 e o encontro entre Trump e Xi Jinping ajudando a moderar as curvas globais. Nos EUA, a T-note de 2 anos encerrou em 4,01% (+3 bps), a T-note de 10 anos em 4,48% (+1 bp) e o T-bond de 30 anos em 5,03% (-1 bp). No Brasil, a curva de DIs fechou com maior correção nos trechos intermediário e longo, levando o DI jan/27 a 14,19% (-2 bps), o DI jan/29 a 13,99% (-6 bps) e o DI jan/31 a 14,08% (-4 bps). A curva de NTN-B apresentou leve oscilação, com a NTN-B 2029 em 7,9%, a NTN-B 2035 em 7,6% (ante 7,5%) e a NTN-B 2050 em 7,3% (vs. 7,2%).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta quinta‑feira em alta de 0,88%, aos 3.868,16 pontos, o que representa um avanço de 33,82 pontos em relação ao fechamento anterior. O índice permaneceu próximo às máximas recentes ao longo da sessão, sinalizando resiliência dos principais segmentos, mesmo em um ambiente ainda desafiador. O desempenho positivo foi liderado pelos Fundos de Tijolo, que avançaram 0,82%, com destaque para Lajes Corporativas (+1,24%) e Shoppings (+1,01%), além de ganhos em Ativos Logísticos (+0,43%). Os Fundos de Recebíveis também contribuíram de forma relevante, com alta de 0,98%, enquanto os Fundos de Fundos avançaram 2,13% e Multiestratégia subiu 1,35%.
Entre os destaques positivos, SNFF11 avançou 4,3%, seguido por VGHF11, que subiu 3,7%, e KISU11, que encerrou com alta de 3,1%. No campo negativo, CACR11 recuou 2,0%, mantendo o viés recente de queda, enquanto TVRI11 caiu 1,1% e DEVA11 registrou queda de 1,0%.
Economia
A cúpula Trump–Xi em Pequim sinaliza aproximação entre EUA e China. Dentre os temas discutidos, os países concordaram com a reabertura do Estreito de Ormuz, a contenção da ambição nuclear do Irã e a busca por uma relação de “estabilidade estratégica”. Por sua vez, Taiwan segue como foco de tensão. Em paralelo, dados de vendas no varejo e seguro-desemprego nos EUA reforçam a leitura de juros altos por mais tempo.
Na agenda, os destaques são a produção industrial dos Estados Unidos e, no Brasil, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)