Ninguém fala de soluções, só falam de problemas!
Se Lula e o lulismo passam recibo de suas grandes dificuldades para fazer a vida melhorar, não se vê nas oposições propostas consistentes para avançarmos.
Publicado em
(Brasília-DF) O mês de maio está longe de acabar, esse que é primeiro mês do segundo trimestre do ano, mês do trabalho e das mães. O dia das mães é tão importante como um Natal para a economia.
Nessa sexta-feira, foi divulgada a PNAD contínua do IBGE revelando que no ano de 2025 tivemos o maior rendimento real médio histórico deste país, chegou-se a R$ 3.367 em 2025, o maior valor da série histórica iniciada em 2012.
Apesar do número que mostra aumento da renda per capita não foi tão bom assim, pois a renda dos 10% mais pobres da população subiu 3,1% no período, enquanto a dos 10% mais ricos cresceu 8,7%. Concentração de renda é evidente. O índice de Gini da renda média domiciliar per capita, principal indicador de desigualdade do país, passou de 0,504 em 2024 para 0,511 em 2025.
Faltam dois meses para se oficializar os candidatos à presidência da República, que parece que todos já sabemos quem serão, e não se ouve falar sobre projetos ou programas de governo, como essa gente que está aí imagina que poderá fazer para nosso país e nossa gente ficar melhor.
Lula, que tem que governar, tenta apresentar soluções imediatas para alguns de nossos problemas – é verdade que seu governo mesmo cheio de erros e acertos, tem o que apresentar, mas fica evidente, com esses números, que é pouco. Lula e o lulismo não nos apresentam desafios para bem lidar com esse dilema. Falar que somos reféns de muitas guerras, que retiram dinheiro do investimento social e econômico para matar gente não parece suficiente.
As oposições só falam dos erros do lulismo ou que servem para colocar nele, os problemas que todos nós vemos, a cobrança irregular nas pensões do INSS, o escândalo do caso do Banco Master, as contradições de nosso Supremo Tribunal Federal ou que mais tiver para falar. Não se houve das oposições propostas que nos projete a outro patamar, visto que já estamos no grupo das maiores economias do Planeta, no entanto poderia ser, claramente, maior do que é.
Se Lula e o lulismo passam recibo de suas grandes dificuldades para fazer a vida melhorar, não se vê nas oposições propostas consistentes para avançarmos. Falar em combate à corrupção, uma velha pauta, ofertar mais emprego, melhorar saúde, combate ao crime organizado, que substituiu o tradicional investimento em segurança pública, é o mesmo de sempre.
Se alguém falou, pois ninguém ouviu, sobre como efetivamente mobilizar o país a mudarmos de patamar me informe caro leitor, leitora!
Alguém pode dizer que estou apressado e que a campanha oficialmente ainda não chegou e que quem tem que governar tem que governar e quem tem que criticar tem que criticar. É muito fácil, a quem não tem proposta ou se nega a nos informar qual, vir com essa falaciosa argumentação. No Brasil, faz anos que as campanhas eleitorais já furaram o tal recesso eleitoral formal.
O país está ansioso, como parece todos em tempos de novas tecnologias, de inteligência artificial, um mundo virtual que parece mais importante que o nosso mundo real, em que parece, também, que não estamos devidamente vestidos para uma festa que virá em breve.
As pessoas estão ávidas por janelas que lhes permitam ver que algo melhor virá. Os homens e mulheres públicas não precisam ser tábuas de salvação de nossas ansiedades , mas eles precisam, ao menos, nos dar oportunidade para construirmos essas janelas.
Não precisamos de salvadores da pátria, mas que nos permitam ver essas janelas para vida melhor! Temos pressa, que elas venham!
Por Genésio Araújo Jr, jornalistas
e-mail: [email protected]