Desocupação avançou e chegou a 6,1% no primeiro trimestre do ano, informa PNAD Continua; por outro lado, rendimento real habitual foi de novo recorde
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(Brasília-DF, 30/04/2026) A Política Real teve acesso ao relatório da PNAD Contínua com dados do primeiro trimestre (janeiro, fevereiro, março) apontando um avanço da desocupação que agora é de 6,1%.
A taxa de desocupação no trimestre encerrado em março de 2026 cresceu um ponto percentual (p.p.) frente ao trimestre encerrado em dezembro de 2025, mas ficou 0,9 p.p. abaixo da taxa do trimestre encerrado em março de 2025. Essa foi a menor taxa para um trimestre encerrado em março na série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012.
A população desocupada (6,6 milhões) cresceu 19,6% (ou mais 1,1 milhão de pessoas) no trimestre, mas recuou 13,0% (menos 987 mil pessoas) no ano. A população ocupada (102,0 milhões) recuou 1,0% (ou 1,0 milhão de pessoas) no trimestre, mas cresceu 1,5% (mais 1,5 milhão) no ano.
O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi 58,2%, recuando 0,7 p.p. no trimestre (58,9%), mas subindo 0,4 p.p. (57,8%) no ano.
A taxa composta de subutilização (14,3%) subiu 0,9 p.p. frente ao trimestre móvel anterior (13,4%) e recuou 1,6 p.p. no ano (15,9%). A população subutilizada (16,3 milhões) cresceu 6,6% (mais 1,0 milhão de pessoas) no trimestre (15,9%), mas recuou 10,1% (menos 1,8 milhão de pessoas) no ano.
A população subocupada por insuficiência de horas (4,4 milhões) ficou estatisticamente estável nas duas comparações. A população fora da força de trabalho (66,5 milhões) ficou estatisticamente estável no trimestre e cresceu 1,3% (mais 841 mil pessoas) no ano.
A população desalentada (2,7 milhões) mostrou estabilidade no trimestre e queda de 15,9% (menos 509 mil pessoas) no ano. O percentual de desalentados (2,4%) ficou estável no trimestre e recuou 0,5 p.p. no ano.
O número de empregados no setor privado (52,4 milhões) recuou 1,0% (menos 527 mil pessoas) no trimestre, mas cresceu 1,1% (mais 583 mil pessoas) no ano.
O número de empregados com carteira assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) ficou em 39,2 milhões, com estabilidade no trimestre e alta de 1,3% (mais 504 mil pessoas) no ano. O número de empregados sem carteira no setor privado (13,3 milhões) recuou 2,1% (menos 285 mil pessoas) no trimestre e ficou estável no ano. O número de empregados no setor público (12,7 milhões) caiu 2,5% (menos 322 mil pessoas) no trimestre e subiu 3,7% (mais 455 mil pessoas) no ano.
O número de trabalhadores por conta própria (26,0 milhões) ficou estável no trimestre e cresceu 2,4% (mais 607 mil pessoas) no ano.
A taxa de informalidade foi de 37,3% da população ocupada (ou 38,1 milhões de trabalhadores informais), abaixo dos 37,6 % (ou 38,7 milhões) do trimestre anterior e dos 38,0 % (ou 38,2 milhões) do trimestre encerrado em março de 2025.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.722) foi novo recorde, crescendo nas duas comparações: 1,6% no trimestre e 5,5% no ano.
A massa de rendimento real habitual (R$ 374,8 bilhões) também foi novamente recorde, com estabilidade no trimestre e alta de 7,1% (mais R$ 24,8 bilhões) no ano.
O contingente na força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas), no trimestre de janeiro a março de 2026, foi estimado em 108,6 milhões de pessoas, permanecendo estável, no trimestre e crescendo 0,4% (mais 478 mil pessoas) no ano.
A análise da ocupação por grupamentos de atividade ante o trimestre móvel anterior mostrou que não houve crescimento em qualquer grupamento, além de reduções em três: Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (1,5%, ou menos 287 mil pessoas), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,3%, ou menos 439 mil pessoas) e Serviços domésticos (2,6%, ou menos 148 mil pessoas).
Frente ao trimestre de janeiro a março de 2025 houve aumentos em dois grupamentos: Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (3,2%, ou mais 406 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4,8%, ou mais 860 mil pessoas). Houve redução somente no grupamento de Serviços domésticos (3,6%, ou menos 202 mil pessoas).
O rendimento médio mensal real, frente ao trimestre móvel anterior, mostrou aumento em dois grupamentos de atividade: Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,0%, ou mais R$ 86) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,5%, ou mais R$ 127). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.
Frente ao trimestre de janeiro a março de 2025, houve altas no rendimento médio real de seis grupamentos: Construção (4,5%, ou mais R$ 124) Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,9%, ou mais R$ 113) Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (5,9%, ou mais R$ 291) Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4,0%, ou mais R$ 198) Outros serviços (11,4%, ou mais R$ 320) e Serviços domésticos (4,9%, ou mais R$ 66). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)