DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil é dia de PNAD contínua
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(Brasília-DF, 30/04/2026). A Política Real teve acesso ao relatório. “Moorning Call” da CP investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil é dia de divulgação da PNAD Contínua.
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Mercados globais
Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: 0,1%; Nasdaq 100: 0,2%), após a divulgação de resultados mistos das Big Techs e com pressão adicional vinda da alta do petróleo. No corporativo, destaque negativo para Meta Platforms (-6% antes da abertura), pressionada por frustração com crescimento de usuários e capex, enquanto Alphabet (+6,3%) e Amazon (+2,1%) avançam após resultados sólidos, especialmente em cloud. Microsoft teve reação mais neutra, apesar do forte crescimento do Azure. No macro, o Federal Reserve manteve os juros inalterados (3,5%–3,75%), com divisão alta interna (8-4) e sinalização de maior cautela com inflação, reduzindo a probabilidade de cortes no curto prazo.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,3%), apesar de petróleo ainda em alta e tensões no Oriente Médio. Setorialmente, setor automotivo lidera as perdas, seguidos por bancos, enquanto Oil & Gas avança. No macro, o foco se volta para decisões do European Central Bank e do Bank of England, além de dados de PIB e inflação.
Na China, os mercados fecharam em queda (CSI 300: -0,1%; HSI: -1,3%). No restante da Ásia, o tom foi negativo, com o Nikkei 225 (-1,1%) devolvendo parte dos ganhos recentes e o Kospi (-1,4%) também em queda, apesar de acumular o melhor mês em quase três décadas, impulsionado por semicondutores.
Economia
O preço do petróleo (tipo Brent) se aproximou de US$ 120 por barril, o maior patamar desde meados de 2022, em meio ao impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Ontem, o Presidente Donald Trump rejeitou a proposta iraniana de reabrir o Estreito de Ormuz e deixar a discussão sobre o programa nuclear do país para um segundo momento.
O Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) manteve a taxa básica de juros no intervalo entre 3,50% e 3,75%, conforme amplamente esperado. Quatro dos doze membros do Comitê de Política Monetária votaram de forma diferente da maioria, a dissidência mais relevante desde outubro de 1992. Três dos dissidentes apoiaram a manutenção de juros, mas se opuseram à inclusão de viés acomodatício no comunicado, sinalizando resistência a cortes de juros futuros. Apenas o Diretor Stephen Miran votou por uma redução de 0,25 p.p.. O comunicado destacou que a inflação permanece elevada, em parte refletindo o aumento recente nos preços globais de energia. Nosso cenário não prevê cortes de juros em 2026.
IBOVESPA -2,05% | 184.750 Pontos. CÂMBIO +0,21% | 4,99/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 2,1%, aos 184.750 pontos, o sexto pregão consecutivo que o índice termina no campo negativo. O movimento foi pressionado pela divulgação de balanços mais fracos referentes ao 1T26, o aumento nos preços do petróleo e enquanto os investidores aguardavam as decisões de juros do Copom e Federal Reserve.
As petroleiras se destacaram, com Petrobras (PETR3, +2,7%; PETR4, +2,5%) e Prio (PRIO3, +2,6%) avançando com a alta do petróleo. WEG (WEGE3, -7,2%) e Vale (VALE3, -6,3%) lideraram as perdas após resultados abaixo do esperado.
Para o pregão de hoje, o destaque fica para o PIB do 1º trimestre nos EUA, e as decisões de juros na Zona do Euro e Reino Unido. No micro, o foco recai sobre a temporada de resultados do 1T26, com AgroGalaxy e Irani no Brasil, e Apple, Lilly, Mastercard e Merck no exterior.
Renda Fixa
Os juros futuros dispararam nesta quarta-feira, diante da escalada do petróleo acima de 5%, do tom mais conservador do Fed em meio à guerra no Oriente Médio e da criação de vagas formais acima do esperado no Brasil. Nos EUA, a T-note de 2 anos encerrou em 3,93% (+9 bps), a T-note de 10 anos em 4,41% (+6 bps) e o T-bond de 30 anos em 4,98% (+5 bps). No Brasil, a curva de DIs teve forte abertura, com pressão mais intensa na parte intermediária e longa diante do dado de mercado de trabalho e do risco de viés hawkish do BC, com o DI jan/27 em 14,21% (+9 bps), o DI jan/29 em 13,85% (+27 bps) e o DI jan/31 em 13,84% (+25 bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de quarta-feira com leve alta de 0,06%, em uma sessão marcada pela decisão do Copom. Entre os segmentos, o desempenho foi misto. Os Fundos de Recebíveis se destacaram positivamente, com avanço de 0,19%, registrando o melhor índice de aproveitamento do segmento ao longo da semana. Já os FIIs de tijolo encerraram o dia levemente negativos, com queda de 0,07%: shoppings e ativos logísticos recuaram 0,20% e 0,10%, respectivamente, enquanto lajes corporativas cederam 0,07%. Os fundos híbridos avançaram 0,24%, enquanto os multiestratégia registraram leve alta de 0,08%. Os Fundos de Fundos encerraram próximos da estabilidade, com valorização de 0,09%. Nos destaques individuais, o KCRE11 liderou as altas, com valorização de 1,7%, seguido por RECR11 e MCRE11, ambos com ganho de 1,3%. Na ponta negativa, o TOPP11 recuou 4,1%, o BPML11 cedeu 2,4% e o JSRE11 encerrou o pregão com queda de 1,2%.
No Brasil, o Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 p.p., para 14,50%, confirmando as expectativas. O comunicado pós-reunião indicou que o cenário de inflação se deteriorou, à medida que os dados correntes e as projeções (incluindo as do próprio Copom) estão “distanciando-se adicionalmente da meta”. Por outro lado, o comunicado reiterou que as atuais condições monetárias restritivas têm sido efetivas para conter o crescimento da atividade, “criando condições para que ajustes no ritmo e extensão dessa calibração, à luz de novas informações, sejam possíveis”. A projeção de inflação do Copom para o IPCA de 2027 – atual horizonte relevante de política monetária – aumentou de 3,3% para 3,5%. A elevação foi mais intensa do que a esperada pela maioria dos participantes do mercado (entre 3,3% e 3,4%). Nosso cenário projeta a taxa Selic em 13,50% ao final de 2026. No entanto, uma calibração menor ou mais lenta vem se tornando mais provável, já que o cenário inflacionário pode se deteriorar adicionalmente nos próximos meses.
No campo político, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), por 42 votos a 34. Messias precisava de no mínimo 41 votos favoráveis. De acordo com o time de Análise Política da XP, a derrota do governo deve manter em segundo plano outras nomeações pendentes, como é o caso das duas vagas de diretorias abertas no Banco Central.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)