31 de julho de 2025
HUNGRIA

Peter Magyar derrota Victor Orban nas eleições parlamentares da Hungria; Orban reconhece a derrota e vai deixar o poder após 16 anos

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Por Politica Real com agências
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Péter Magyar.derrota Victor Orban Foto: imagem de streaming

Com agências

(Brasília-DF, 12/04/2026)    Confirmou-se o que já se previa as pesquisas eleitorais e  neste domingo, 12, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, reconheceu a derrota nas eleições após as primeiras apurações mostrarem uma ampla vantagem do líder oposicionista Péter Magyar, que apontava um domínio do seu Partido pelo Respeito e pela Liberdade (Tisza) na Assembleia Nacional, com mais de dois terços das cadeiras

O reconhecimento da vitória de Magyar por Orbán ocorreu em um discurso do líder ultranacionalista, que está há 16 anos há frente do país.

"A responsabilidade e a oportunidade de governar não foi dada a nós", declarou Orbán. "Serviremos ao país e à nação húngara na oposição", complementou, acrescentando que o resultado foi "doloroso, mas claro".

Poucos minutos antes, Magyar havia afirmado, pelas redes sociais, que havia sido parabenizado pela vitória por Orbán. "O primeiro-ministro Viktor Orbán acaba de me telefonar para nos felicitar pela vitória", escreveu o líder da oposição.

Com 60,24% das urnas apuradas, às 21h33 do horário local (16h33 de Brasília), o Tisza tinha alcançado 136 das 199 cadeiras na Assembleia Nacional, o que representa mais que dois terços do Legislativo húngaro (133). O Fidez, de Orbán, somava 56, e o Mi Hazánk (Nossa Pátria, de ultradireita), sete.

As urnas fecharam às 19h com uma adesão eleitoral recorde, superior a 77,8%, segundo as previsões oficiais.

Houve longas filas em várias seções eleitorais, e o aumento da participação foi mais pronunciado em cidades de médio porte e entre os eleitores mais jovens, mais propensos a apoiar o conservador e pró-europeu Peter Magyar, segundo os analistas, relatou a agência France-Presse (AFP).

A eleição é considerada a mais importante para a Hungria desde a transição democrática de 1989/90.

s eleitores húngaros votaram para escolher os 199 lugares da Assembleia Nacional, num sistema eleitoral misto, com 106 deputados eleitos em círculos uninominais e 93 em listas de partidos nacionais. Nessas contas também entram os votos das minorias, particularmente alemães e roma.

A eleição foi seguida de perto em países da Europa e de outros continentes, o que demonstra o papel desproporcional que Orbán desempenha na política populista de ultradireita em todo o mundo.

Repressão contra minorias e acusação de corrupção

Durante os últimos anos, Orbán frustrou repetidamente os esforços da União Europeia (UE) para apoiar a Ucrânia na guerra contra a invasão russa, ao mesmo tempo que cultivou laços estreitos com o Presidente Vladimir Putin.

Durante os seus 16 anos como primeiro-ministro, o ultranacionalista lançou duras repressões contra os direitos das minorias e a liberdade de imprensa, subverteu muitas das instituições húngaras e foi acusado de desviar grandes somas de dinheiro para os cofres da sua elite empresarial aliada, alegação que nega.

Já o partido Magyar ascendeu rapidamente e tornou-se o adversário mais sério de Orbán. O líder de 45 anos do partido de centro-direita Tisza fez campanha com base em questões que afetam os eleitores comuns, incluindo os setores da saúde pública e dos transportes da Hungria, que estão em declínio, e o que descreve como corrupção desenfreada no governo.

 ( da redação com AFP, Lusa. Edição: Política Real )