31 de julho de 2025
NOVA GUERRA

Negociações entre Estados Unidos e Irã avançaram dizem fontes, mas Estreito de Ormuz estaria emperrando acordo mais amplo; deverá haverá nova rodada em Islamabad neste domingo

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Por Politica Real com agências
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Sede da presidência do Paquistão em Islamabad Foto: Infomoney

Com agências

(Brasília-DF, 11/06/2026) Se realiza neste sábado, 11, na capital do Paquistão, Islamabad,  o primeiro dia da reunião presencial entre Estados Unidos e Irã. Já houve duas rodadas de conversas.

A Casa Branca confirmou que ambos os lados se sentaram "cara a cara", caso raro de negociações de alto nível, e informou que o encontro por um acordo de cessar-fogo provavelmente teria uma terceira rodada "pela madrugada ou neste domingo ,12".

A delegação dos EUA, liderada pelo vice-presidente JD Vance, e a iraniana, liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, discutiram com o Paquistão, que serviu de mediador, como fazer avançar o cessar-fogo, já ameaçado por profundas divergências e pelos contínuos ataques de Israel contra o Hezbollah no Líbano.

Desde a Revolução Islâmica em 1979, o contato mais direto entre ambos os países havia ocorrido em 2013, quando o presidente Barack Obama ligou para o recém-eleito presidente Hassan Rouhani para discutir o programa nuclear iraniano. As reuniões de alto nível mais recentes foram entre o então secretário de Estado John Kerry e seu homólogo Mohammad Javad Zarif durante as negociações sobre o programa.

Representantes da China, do Egito, da Arábia Saudita e do Catar também estão em Islamabad para facilitar indiretamente as negociações, de acordo com a agência Associated Press (AP).

Pontos do acordo

Durante as negociações, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA haviam começado a "limpar" o Estreito de Ormuz. Poucas horas depois, o Comando Central Militar americano anunciou que dois destróiers haviam entrado em Ormuz, o que foi prontamente negado pelas forças armadas iranianas. 

Em Islamabad, o Irã afirmou que qualquer acordo para encerrar a guerra deve incluir o descongelamento dos ativos iranianos pelos Estados Unidos, assim como o fim da guerra de Israel contra o Hezbollah no Líbano, o que, segundo Vance, não está em discussão durante a rodada no Paquistão. Líbano e Israel devem se encontrar na próxima terça-feira (14/04), em Washington, para negociar.

O correspondente da televisão estatal iraniana nas negociações disse que houve progresso nessas questões, dando ao Irã a confiança para prosseguir. Uma autoridade americana negou relatos de que Washington tivesse concordado em descongelar ativos iranianos mantidos no Catar.

Já as agências de notícias locais Tasnim e Fars citaram "exigências excessivas" por parte dos EUA, identificando o Estreito de Ormuz como o principal ponto de discórdia. De acordo com as reportagens, essas exigências estão impedindo o avanço das negociações.

A delegação iraniana insiste na "preservação das conquistas militares", afirmou a Tasnim, em uma possível referência ao programa de mísseis de Teerã.

A proposta de 10 pontos apresentada pelo Irã antes das negociações exigia a garantia do fim da guerra e a manutenção do controle do Estreito de Ormuz pela república islâmica. A lista incluía o fim dos combates contra os "aliados regionais" do Irã, exigindo explicitamente a suspensão dos ataques israelenses contra o Hezbollah.

Já a proposta de 15 pontos dos Estados Unidos inclui restrição do programa nuclear do Irã e a reabertura do estreito de Ormuz.

 

 ( da redação com informações da AP, AFP, DPA. Edição: Política Real )