31 de julho de 2025
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Pesquisa diz 38% dos brasileiros evitarão votar em alguém envolvido no escândalo Master; maioria do brasileiro vê o STF como fundamental para democracia, mas 66% defende votar para senador que defenda impeachment de ministro do STF

Maioria dos brasileiros não confia no STF

Por Política Real com redes sociais
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Efeito do caso Master no eleitorado Foto: X de Felipe Nunes

(Brasília-DF, 12/03/2026) Na manhã desta quinta-feira, 12, a parceria Genial/Quaest divulgou uma pesquisa sobre como os brasileiros viram a crise do Banco Master, prisões impacto nas instituições, como no STF. 

A pesquisa diz 38% dos brasileiros evitarão votar em alguém envolvido no escândalo do Banco Master.   51% dos brasileiros vê o STF como fundamental para democracia, mas 66% defende votar para senador que defenda impeachment de ministro do STF

Veja as postagens feitas pelo CEO da Quaest Pesquisa, professor Felipe Nunes, comentando:

“A pesquisa Genial/Quaest deste mês investigou a repercussão do caso Master entre os brasileiros e os números são impressionantes. A prisão do dono do banco, por exemplo, ficou conhecida por 65% dos brasileiros.

E as consequências negativas desse escândalo provocam uma reação contra todo o sistema politico. Perguntados, 40% dos entrevistados afirmam que o escândalo Master afeta negativamente a todo o sistema: Supremo, gov Bolsonaro, gov Lula, Banco Central e Congresso Nacional.

Mas há diferenças nessa percepção. O eleitorado lulista e de esquerda enxerga efeito mais negativo para o governo Bolsonaro. O eleitorado bolsonarista e de direita vê mais efeitos negativos para o Supremo e o governo Lula. Mas os independentes, que moderam o debate, afirmam com convicção que o sistema inteiro sofre com o escândalo.

As consequências eleitorais do escândalo são claras: 38% evitarão votar em alguém envolvido no escândalo. Não é um contingente muito alto, mas é decisivo. A pesquisa mostra ainda que 29% levariam o tema em consideração, mas também outras variáveis na hora de votar e 20% não levariam isso em conta.

Os mais engajados com o voto anti-master são os eleitores bolsonaristas (49%) e os eleitores de direita (42%). Nos independentes, que enxergam a crise mais ampla e não focalizada, 36% deixariam de votar em alguém envolvido com o escândalo Master.

Mesmo não sendo visto como o único a ser afetado negativamente pelo escândalo, a confiança no STF, que já foi muito alta, aparece abalada na pesquisa. Pela primeira vez, há mais brasileiros desconfiados (49%) do que confiando (43%) no STF.

Os eleitores lulistas e de esquerda continuam com alto nível de confiança no Supremo, na direita e no bolsonarismo a confiança, que já era baixa, caiu mais. O relevante é perceber que, entre os independentes, a confiança caiu bem, de 49% para 36% do ano passado pra cá.

Esse aumento da desconfiança é materializado em algumas percepções muito negativas sobre o STF: 72% defendem que o Supremo tem poder demais; 59% acreditam que o STF é aliado do governo Lula; e mesmo que 51% reconheçam que o STF foi importante para manter a democracia, 66% defendem que é importante votar em um senador comprometido com o impeachment de ministros do STF.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre os dias 6 e 9/MARÇO. O nível de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2 pp. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e está registrada no TSE (BR-5809/2026)

( da redação com informações do X da Quaest. Edição: Política Real)