Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã, se manifesta afirmando que vai manter o Estreito de Ormuz fechado, vai exigir indenizações dos inimigos e que vai continuar atacando em 15 países amigos
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Com agências.
(Brasília-DF, 12/03/2025). Nesta quinta-feira,12, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, segundo filho do aiatolá Ali Khamenei, morto no primeiro dia da campanha de bombardeios em massa de Washington e Tel Aviv contra Teerã, se manifestou em fala à nação persa.
"É fundamental continuar com o bloqueio do estreito de Ormuz. Foi estudada a possibilidade de abrir outras frentes onde o inimigo tem pouca experiência e será extremamente vulnerável, o que será feito se a situação de guerra persistir e em função dos interesses", diz a mensagem do líder supremo, que não apareceu pessoalmente.
Mojtaba Khamenei também se dirigiu aos seus cidadãos. "Não se deve permitir nenhum dano à unidade entre os indivíduos e os diferentes setores da população, que normalmente se torna especialmente visível em tempos difíceis. Isso será alcançado deixando de lado os pontos de desacordo", afirmou.
O líder supremo também advertiu que Teerã exigirá reparações de seus inimigos pelos danos sofridos, indicando que, se eles se recusarem a pagar, o Irã procederá à apreensão de bens na medida que considerar adequada e, se isso não for possível, destruirá ativos do mesmo valor.
Dirigindo-se aos líderes de alguns países da região, Khamenei lembrou que o Irã compartilha fronteiras terrestres ou marítimas com 15 países vizinhos e afirmou que sempre desejou manter relações "calorosas e construtivas" com todos eles. No entanto, acusou seus inimigos de terem estabelecido bases militares e financeiras em parte desses países há anos para garantir seu domínio sobre a região.
De acordo com a Constituição iraniana, a Assembleia de Especialistas, composta por 88 ulemás – juristas islâmicos, eleitos a cada oito anos por voto popular –, nomeou o sucessor do líder supremo assassinado.
Mojtaba Jamenei, de 56 anos, terá a última palavra em todos os assuntos do Estado e desempenhará a função de comandante-chefe das Forças Armadas e da Guarda Revolucionária, a qual seu pai concedeu mais poder durante seus quase 37 anos de mandato.
( da redação com informações de agências, RT News. Edição: Política Real)