31 de julho de 2025
Brasil e Economia

ECONOMIA: Aumentou o déficit de transações correntes em janeiro, informa BC; Investimentos direto e balança comercial também foram menores

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( Publicada originalmente às 09 h 38 do dia 27/02/2025) 

(Brasília-DF, 28/02/2025). Na manhã desta quinta-feira, 27, o Banco Central divulgou as suas Estatísticas do Setor Externo com os dados atualizados até janeiro de 2025.

As transações correntes do balanço de pagamentos foram deficitárias em US$8,7 bilhões em janeiro de 2025, ante déficit de US$4,4 bilhões em janeiro de 2024. Na comparação interanual, o superávit comercial recuou US$4,3 bilhões, enquanto o déficit em serviços aumentou US$1,0 bilhão e o déficit em renda primária recuou US$1,1 bilhão. O déficit em transações correntes nos doze meses encerrados em janeiro de 2025 somou US$65,4 bilhões (3,02% do PIB), ante US$61,2 bilhões (2,79% do PIB) no mês anterior e US$24,5 bilhões (1,11% do PIB) em janeiro de 2024.

O superávit da balança comercial de bens atingiu US$1,2 bilhão em janeiro de 2025, ante US$5,6 bilhões em janeiro de 2024. As exportações de bens totalizaram US$25,4 bilhões e as importações de bens, US$24,1 bilhões, redução de 5,9% e aumento de 12,8% na comparação interanual, respectivamente.

O déficit na conta de serviços totalizou US$4,6 bilhões em janeiro de 2025, ante US$3,5 bilhões em janeiro de 2024, crescimento de 28,9%. Nessa base de comparação, aumentaram as despesas líquidas de serviços de transportes, 53,6%, totalizando US$1,4 bilhão; de telecomunicação, computação e informações, 22,0%, totalizando US$1,0 bilhão; e de serviços de propriedade intelectual, 29,1%, totalizando US$768 milhões. As despesas líquidas com viagens internacionais aumentaram 13,1%, para US$1,0 bilhão, resultado dos aumentos tanto de despesas, 7,1% (para US$1,8 bilhão), quanto de receitas, 0,6% (para US$805 milhões).

O déficit em renda primária somou US$5,6 bilhões em janeiro de 2025, redução de 16,2% em relação a janeiro de 2024, US$6,7 bilhões. As despesas líquidas de lucros e dividendos, associadas aos investimentos direto e em carteira, totalizaram US$2,6 bilhões, ante US$2,8 bilhões em janeiro de 2024. As despesas líquidas com juros somaram US$3,1 bilhões, 21,6% inferiores às de janeiro de 2024, US$3,9 bilhões.

Os investimentos diretos no país (IDP) registraram ingressos líquidos de US$6,5 bilhões em janeiro de 2025, ante US$9,1 bilhões em janeiro de 2024. Houve ingressos líquidos de US$4,7 bilhões em participação no capital e de US$1,8 bilhão em operações intercompanhia. O IDP acumulado em 12 meses totalizou US$68,5 bilhões (3,16% do PIB) em janeiro de 2025, ante US$71,1 bilhões (3,25% do PIB) em dezembro de 2024 e US$66,6 bilhões (3,00% do PIB) em relação a janeiro de 2024.

Os investimentos em carteira no mercado doméstico registraram saídas líquidas de US$715 milhões em janeiro de 2025, resultado de ingressos líquidos de US$1,7 bilhão em ações e fundos de investimento e saídas líquidas de US$2,4 bilhões em títulos. Nos doze meses encerrados em janeiro de 2025, os investimentos em carteira no mercado doméstico somaram saídas líquidas de US$8,5 bilhões.

Reservas internacionais

As reservas internacionais somaram US$328,3 bilhões em janeiro de 2025, redução de US$1,4 bilhão em relação a dezembro de 2024. Contribuíram para reduzir o estoque de reservas a liquidação de vendas à vista, US$1,8 bilhão, e a concessão de linhas com recompra, US$2,0 bilhões. Contribuíram para elevar o estoque as variações por paridades, US$909 milhões, e por preços, US$766 milhões, e as receitas de juros, US$687 milhões.

 Nesta edição o Banco Central informou que fez revisão metodológica extraordinária das estatísticas do setor externo: viagens internacionais

Com a revisão, as despesas líquidas em viagens aumentaram US$1,3 bilhão em 2022, US$3,4 bilhões em 2023 e US$4,8 bilhões em 2024.

Os déficits em transações correntes aumentaram em magnitude semelhante à revisão das despesas com viagens internacionais. Adicionalmente, para 2024, foram incorporadas outras atualizações de menor valor, por exemplo, exportações e importações revisadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), que contribuíram para aumentar o déficit em US$0,4 bilhão. Já a constituição de depósitos no exterior, na Conta Financeira, diminuiu nos referidos montantes da revisão das despesas brutas de viagens.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)