31 de julho de 2025
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DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em estabilidade e no Brasil terá reunião do Copom e ainda o resultado primário do governo central e o Caged de março.

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Por Politica Real com agências
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Mercados em estabilidade Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 29/04/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em estabilidade e n o Brasil atenção a reunião do Copom e ainda o resultado primário do governo central e o Caged de março.

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Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: +0,2%), em um dia que combina resultados das Big Techs e decisão do Federal Reserve. O movimento ocorre após uma sessão de realização, na qual o S&P 500 e o Nasdaq recuaram desde níveis recordes, pressionados pelo setor de tecnologia após sinais de desaceleração no ecossistema de IA. O foco agora recai sobre os resultados de Alphabet, Amazon, Meta Platforms e Microsoft, que serão determinantes para validar o forte ciclo de capex recente em inteligência artificial. No macro, a expectativa é de manutenção de juros pelo Fed, com atenção ao tom da possível última reunião sob liderança de Jerome Powell.

Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,5%), pressionadas por um novo fator de incerteza no mercado de energia após a saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEC, que adiciona volatilidade à dinâmica de oferta global em meio às restrições no Estreito de Ormuz. No corporativo, destaque positivo para UBS (+4,5%) após resultados acima do esperado. Fora do setor financeiro, Adidas (+6%) se destaca com forte crescimento de vendas e lucro operacional.

Na China, os mercados fecharam em alta (HSI: +1,7%; CSI 300: +1,1%), em movimento de recuperação após fraqueza recente, enquanto o restante da Ásia apresentou desempenho misto (Kospi: +0,8%; ASX: -0,3%). O petróleo segue em patamar elevado, com impacto direto nas expectativas inflacionárias globais e na política monetária. O quadro geral permanece de mercado resiliente, sustentado por liquidez e expectativa de crescimento.

IBOVESPA -0,51% | 188.618 Pontos.  CÂMBIO +0,36% | 4,98/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em queda de 0,5%, aos 188.618 pontos, registrando a quinta baixa consecutiva, em linha com os mercados globais. O movimento refletiu a tensão persistente entre EUA e Irã e suas consequências para a inflação e cenário de juros, enquanto os investidores aguardam as decisões do Copom e Fed nesta quarta-feira.

Gerdau (GOAU4, +4,5%) liderou os ganhos, repercutindo a divulgação dos resultados do 1T26 e aprovação de R$ 106bi em dividendos. Já Hapvida (HAPV3, -8,4%) ficou na ponta negativa, em um movimento de ajuste após rali recente.

Na agenda de hoje, o destaque doméstico fica para a decisão de juros do Copom, além dos resultados de Iochpe-Maxion, Motiva, Multiplan, Riachuelo, Santander, Suzano e WEG. No exterior, o foco recai sobre a decisão de juros do FOMC, além de resultados de Amazon, Alphabet, Astrazeneca, Meta, Microsoft, Santander e UBS.

Renda Fixa

Os juros futuros tiveram desempenho misto nesta terça-feira, com Treasuries em alta diante das incertezas geopolíticas no Oriente Médio e da reunião do Federal Reserve, enquanto no Brasil a curva de DIs fechou com leve recuo, em meio à leitura do IPCA-15 abaixo das expectativas. Nos EUA, a T‑Note de 2 anos encerrou em 3,84% (+4 bps), a T‑Note de 10 anos em 4,35% (+1 bp) e o T‑Bond de 30 anos em 4,93% (-1 bp). No Brasil, a curva de DIs mostrou leve fechamento ao longo da sessão, com maior alívio na parte longa, com o DI jan/27 em 14,12% (-3 bps), o DI jan/29 em 13,58% (-4 bps) e o DI jan/31 em 13,59% (-6 bps).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta terça-feira praticamente estável, com variação de -0,01%, enquanto os investidores aguardavam a decisão do Copom e monitoravam as incertezas geopolíticas no Oriente Médio. O dia também foi marcado pela divulgação do IPCA-15 de (0,89%) abril, que registrou alta de 0,89% no mês, abaixo das estimativas do mercado. Entre os segmentos, o movimento de queda foi disseminado, porém contido. Os Fundos de Recebíveis recuaram 0,09%. Os FIIs de Tijolo encerraram levemente positivos, com alta de 0,02%: Shoppings e Ativos Logísticos avançaram 0,09% cada, enquanto Lajes Corporativas apresentaram leve recuo. Os Fundos Híbridos caíram 0,27% e os Multiestratégia recuaram 0,18%. Os Fundos de Fundos encerraram o dia praticamente estáveis. Entre os destaques individuais, RZAT11 liderou as altas, com valorização de 2,3%, seguido por KNRI11 (+2,1%) e TRBL11 (+2,0%). Na ponta negativa, VIUR11 recuou 2,7%, seguido por HCTR11 (-2,0%) e TGAR11 (-1,5%).

Economia

Nos Estados Unidos, a confiança do consumidor do Conference Board avançou para 92,8 pontos em abril, acima das expectativas, sustentada pela melhora nas perspectivas para o mercado de trabalho — ainda que o indicador da Universidade de Michigan tenha caído à mínima histórica no mesmo mês, sinalizando consumidores pressionados pelos combustíveis.

No Brasil, o IPCA-15 de abril veio abaixo do esperado (0,89% vs. 0,98%), mas os núcleos seguem se afastando da meta, com combustíveis disparando em função da guerra no Oriente Médio. Mantemos nossa projeção de 5,1% para o IPCA de 2026. A arrecadação federal de março atingiu o melhor resultado para o mês desde 2000, com destaque para IOF, contribuições previdenciárias e imposto de importação.

Na agenda internacional de hoje, atenções voltadas para a decisão do FOMC nos Estados Unidos, com manutenção dos juros em 3,50%–3,75% praticamente certa, naquela que deve ser a última reunião de Jerome Powell como presidente do Fed.

No Brasil, temos a decisão de política monetária pelo Copom, com corte de 25 bps precificado pelo mercado, levando a Selic a 14,50%. Serão divulgados ainda o resultado primário do governo central e o Caged de março.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)