31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Estados Unidos e Ucrânia podem assinar nesta sexta-feira acordo de uso do minerais raros por fundo de reconstrução pós-guerra; Ucrânia busca mantem, também, apoio com armas para continuar enfrentando a Rússia

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( Publicada originalmente às 11h 48 do dia 26/02/2025) 

com agências.

(Brasília-DF, 27/02/2025). Nesta sexta-feira, 28, poderá ser assinado entre a Ucrânia e os Estados Unidos um acordo de minerais raros.   Já se sabe que a Ucrânia concordou com EUA desde que o país continue fornecendo ajuda militar ao país, em meio à guerra que eclodiu com invasão da Rússia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em parte de uma guinada na política americana para a Ucrânia, com sua aproximação com a Rússia, exigiu que a Kiev desse acesso a seus minerais de terras raras para compensar os bilhões de dólares de ajuda em tempos de guerra que recebeu durante o governo de Joe Biden.

Segundo os trmos de uma minuta de acordo, segundo fontes familiarizadas com seu conteúdo, os Estados Unidos e a Ucrânia estabeleceriam conjuntamente um Fundo de Investimento para Reconstrução para coletar e reinvestir receitas de fontes ucranianas, incluindo minerais, hidrocarbonetos e outros materiais extraíveis.

A Ucrânia contribuiria com 50% das receitas futuras de recursos estatais, incluindo minerais, petróleo e gás. O texto, entretanto, não inclui garantias de segurança. Os Estados Unidos forneceriam um compromisso financeiro de longo prazo para o desenvolvimento de uma "Ucrânia estável e economicamente próspera".

"Há uma cláusula geral que diz que os Estados Unidos investirão em uma Ucrânia soberana, estável e próspera, que trabalhará por uma paz duradoura e que os Estados Unidos apoiarão os esforços para garantir a segurança", afirmou uma fonte à agência de notícias AFP. "Agora, as autoridades do governo estão trabalhando nos detalhes", acrescentou.

Visita de Zelenski a Washington

A fonte de Kiev disse que o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, poderia assinar o acordo em uma viagem a Washington já na sexta-feira – um cronograma confirmado por Trump.

"Eu ouvi isso. Ouvi dizer que ele virá na sexta-feira", disse Trump aos repórteres na Casa Branca. "Certamente, não há problema para mim se ele quiser. E ele gostaria de assiná-lo junto comigo, e eu entendo isso – é um grande negócio, um negócio muito grande", disse Trump, se referindo ao acordo.

Zelenski havia se recusado a atender às exigências de Trump de dar aos Estados Unidos 500 bilhões de dólares em minerais valiosos usados na indústria aeroespacial, em veículos elétricos e em outras tecnologias – uma soma muito acima do valor oficial de 60 bilhões de dólares em ajuda militar dos EUA à Ucrânia desde a invasão.

A fonte ucraniana disse que Washington havia cortado a referência aos 500 bilhões de dólares. "Eles removeram todas as cláusulas que não nos convinham", disse a fonte.

"Pode ser um acordo de trilhões de dólares. Pode ser o que for", afirmou Trump. O presidente americano, no entanto, não respondeu diretamente quando perguntado sobre o que a Ucrânia receberia em troca e, em vez disso, apontou para as entregas de armas dos EUA no passado. "Biden estava jogando dinheiro fora como se fosse algodão doce", disse. "Queremos receber esse dinheiro de volta."

Kremlin não quis comentar sobre acordo

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, se recusou a comentar nessa quarta-feira ,26,  sobre o acordo de minerais entre Kiev e Washington. "Se será (para assinar) o acordo mencionado ou outra coisa, veremos. Não houve nenhuma declaração oficial sobre esse assunto ainda", disse ele, se referindo à visita de Zelenski aos EUA.

Ele afirmou ainda que estão sendo feitos preparativos para conversas em nível de especialistas entre Rússia e os Estados Unidos para dar continuidade a uma reunião de alto nível na semana passada e um telefonema anterior entre os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e Trump.

O porta-voz do Kremlin reiterou que há um entendimento de que Trump e Putin deveriam se encontrar pessoalmente após a preparação completa, mas disse que ainda não há detalhes sobre quando e onde isso aconteceria.

Ele disse que os dois líderes poderiam se falar novamente por telefone se necessário, mas não há planos atuais sobre isso. "Os contatos estão sendo preparados em nível de especialistas por meio dos ministérios do Exterior", disse Peskov, sem fornecer mais detalhes.

 (da redação com informações da DW, AFP, Reuters, AP. Edição: Política Real )