31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil expectativa para a divulgação do IPCA de setembro

Veja os números

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Mercados globais em negativo

(Brasília-DF, 09/10/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil expectativa do IPCA de Setembro.

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Mercados globais

Nos Estados Unidos, os futuros apresentam queda nesta segunda-feira de feriado (S&P 500: -0,5%; Nasdaq 100: -0,6%), após ataques do Hamas a Israel no fim de semana. O petróleo (Brent) sobe mais de 3% e a possibilidade de uma escalada do conflito no Oriente Médio pode vir a pressionar a oferta, provocando alta de preços. Os juros não negociam por conta do feriado, e vêm de uma semana de profunda volatilidade (conforme comentamos no Top 5 Temas Globais).

Na Europa, os mercados operam mistos, com o índice pan-europeu de lado (Stoxx 600: 0,0%) após ataques do final de semana. Na China, a Bolsa de Xangai teve queda após a volta do feriado (CSI 300: -0,1%), enquanto Hong Kong teve alta no dia (0,2%), com leve queda no final do pregão após o cancelamento da sessão na manhã seguinte por conta da passagem de um tufão pela região.

Economia

O relatório Nonfarm Payroll, publicado na última sexta-feira nos EUA, mostrou criação líquida de 336 mil empregos em setembro, muito acima das expectativas (consenso: 170 mil) e da média nos últimos doze meses (267 mil). A taxa de desemprego ficou estável em 3,8% em setembro, representando um total de 6,4 milhões de pessoas desocupadas. Por outro lado, o rendimento médio por hora subiu 0,2% na comparação mensal, abaixo da estimativa de mercado de 0,3%. Com isso, a variação acumulada em 12 meses cedeu de 4,29% para 4,15%, o menor patamar desde junho de 2021. Em suma, o relatório Nonfarm Payroll continua a apontar para um mercado de trabalho apertado nos EUA, reforçando o cenário de que as taxas de juros permanecerão altas por bastante tempo. Projetamos que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) subirá sua taxa de juros de referência em 0,25 p.p. até o final deste ano, para o intervalo entre 5,50% e 5,75%. Acreditamos que o banco central reduzirá os juros em 1 p.p. ao longo do segundo semestre de 2024, mantendo a política monetária ainda em território contracionista.

Na agenda econômica internacional, atenções voltadas para a publicação dos dados de inflação ao produtor (4ª-feira) e consumidor (5ª-feira) nos EUA relativos a setembro, além da ata da última reunião de política monetária do Fed (4ª-feira). Todos esses eventos podem recalibrar as expectativas para a próxima decisão do banco central americano (em 01/11).

IBOVESPA +0,78% | 114.170 Pontos.    CÂMBIO -0,14% | 5,16/USD

O Ibovespa fechou a semana em queda de 2,1% aos 114.170 pontos. O índice brasileiro não acompanhou os ganhos dos índices americanos, que tiveram forte alta com um alívio na taxa das Treasuries após a divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos.

Renda Fixa

Ao final da semana, a curva de juros encerrou com abertura em relação à semana anterior, após dias de considerável volatilidade, principalmente nos vencimentos mais longos. Com uma agenda local mais esvaziada, o mercado continua refletindo a maior aversão a risco no cenário global. As taxas dos DIs já operam acima dos 11% nos médio e longo prazos, e os investidores esperam uma Selic acima de 10,5% ao fim do ciclo de afrouxamento monetário, em janeiro de 2026. No comparativo semanal, DI Jan/24 passou de 12,243% para 12,238%; DI Jan/25 subiu de 10,835% para 10,955%; DI Jan/27 saiu de 10,802% para 11,07%; e DI Jan/31 avançou de 11,581% para 11,85%.

No Brasil, a agenda está relativamente vazia. Destaque para a divulgação do IPCA de setembro, para o qual estimamos alta mensal de 0,32%, um pouco abaixo do consenso de mercado (0,37%). Em relação à variação acumulada em 12 meses, projetamos aumento para 5,24% frente a 4,61% em agosto.

O preço do petróleo sobe aproximadamente 3% (US$ 87/barril) após o ataque do grupo Hamas e a declaração de guerra de Israel. A cotação da commodity deve reagir aos desdobramentos da guerra e seus possíveis efeitos na oferta e no transporte de petróleo na região. Hoje, os mercados devem operar com liquidez reduzida devido a feriado nos EUA. 

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)