Bolsa brasileira, B3, tem a maior queda no período, mas dólar continua abaixo de R$ 5,00; mercado especula sobre a reunião do Copom da semana que vem
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Com agências.
(Brasília-DF, 24/04/2026). Nesta sexta-feira, o Ibovespa manteve a trajetória de queda dos últimos dois pregões.
O principal índice da B3 caiu 0,33%, aos 190.745 pontos, enquanto investidores aguardam novidades sobre as negociações de paz entre Estados Unidos, Israel e Irã.
Na semana, o Ibovespa recuou 3,12% - seu pior resultado semanal desde o início do conflito.
Já o dólar fechou em leve queda de 0,10%, pouco abaixo da marca dos R$ 5,00. A moeda americana fechou a sessão cotada a R$ 4,998, e acumulou ganhos de 0,29% na semana.
Juros
A expectativa de setores do mercado financeiro para a próxima reunião do COPOM é de continuidade do processo de calibragem da política monetária, com mais um corte de 25 pontos-base na taxa Selic.
Especula-se que o cenário para a taxa Selic foi revisado desde a última reunião do Copom, tendo como principais drivers os números de inflação e a trajetória do hiato. Vários analistas estão prevendo, como a Warren Investimentos, cinco cortes de 25 bps e um corte de 50 bps até o fim do ano, com a taxa Selic encerrando 2026 em 13%, ante 12% na projeção anterior.
Na comunicação oficial, ficou clara a mensagem da última reunião que o Copom a princípio analisou se deveria ou não seguir com a calibragem e, posteriormente, discutiu se a decisão ótima seria um corte de 50 ou 25 bps, ficando com o último.
Já na comunicação posterior em eventos, saliente-se a fala do diretor Nilton David, com discurso consistente ao transmitir a mensagem de que o Banco Central se beneficia de
ter sido conservador, que seguirá na calibragem da taxa e que, ao término do processo, manterá a Selic em patamar restritivo.
Ainda na comunicação, uma fala específica do diretor Paulo Picchetti, ao expressar uma opinião pessoal e não do colegiado sobre a deterioração do cenário desde a reunião anterior, foi interpretada por parte do mercado como mais hawkish.
Por fim, o presidente Gabriel Galípolo comentou sobre as expectativas de inflação para 2028, levando o mercado a dar maior atenção a esse horizonte.
( da redação com informações da Bloomberg Linea e Warren Investimentos. Edição: Política Real)