Paolo Zampolli, conselheiro de Donald Trump, aparece xingando as mulheres brasileiras; Ministério das Mulheres divulga nota repudiando e diz que “misoginia não constitui opinião”
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Com agências
(Brasília-DF, 24/04/2025). Nesta sexta-feira, 24, foi divulgado vídeo de uma conversa de Paolo Zampolli, enviado especial do Donald Trump para assuntos globais, Conselheiro de Trump, que já foi casado com modelo brasileira, xinga ndoas mulheres brasileiras, afirmando que elas são programadas para arrumar confusão:
"É uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais. Aquela vaca, estávamos juntos, trepava com ela, depois ela também ficou louca", afirma Paolo Zampolli
Ele é o mesmo que chamou atenção do Mundo ainda nessa quinta-feira, 23, Paolo Zampolli, defendendo que pediu à FIFA para substituir o Irã pela Itália na próxima Copa do Mundo, dando origem a uma delicada operação de diplomacia esportiva.
Zampolli, segundo o Financial Times, sugeriu a troca ao presidente da FIFA Gianni Infantino e a Trump, como líder do país co-organizador do torneio. De acordo com relatos de algumas fontes, ele defendeu que os quatro títulos mundiais conquistados pela Itália na história do torneio justifiquem a atribuição da vaga.
Na tarde desta sexta-feira, 24, o Ministério das Mulheres do Brasil divulgou nota repudiando a declaração de uma pessoa que representa a presidência dos EUA em assuntos globais:
Nota Oficial
Ministério das Mulheres repudia veementemente a declaração ofensiva proferida pelo assessor especial do governo dos Estados Unidos, Paolo Zampolli, contra meninas e mulheres brasileiras. O assessor fez afirmações que reforçam um discurso de ódio e desvalorizam as mulheres do país, em afronta à dignidade e ao respeito.
A misoginia não constitui opinião. Trata-se de manifestação de ódio, aversão e incitação à violência, configurando prática criminosa. Nesse sentido, o Ministério ressalta que o ódio contra meninas e mulheres não pode ser relativizado sob o argumento da liberdade de expressão.
O Governo do Brasil reafirma seu compromisso com a promoção dos direitos das mulheres e com o enfrentamento de todas as formas de violência de gênero e raça, incluindo a misoginia, reconhecida como fator de risco para a escalada de agressões que podem culminar em feminicídio.
O Ministério das Mulheres seguirá atuando para assegurar a proteção de meninas e mulheres, bem como na promoção de uma sociedade baseada no respeito, na igualdade e na justiça.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)