31 de julho de 2025
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REAÇÃO: Mais de 190 morrem em ataques aéreos de Israel contra Faixa de Gaza, dizem palestinos

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Da redação com DW e BBC

(Brasília-DF, 07/10/2023).  Após a ofensiva, as forças israelenses retaliaram com ataques aéreos contra alvos na Faixa de Gaza, o enclave palestino controlado pelo grupo Hamas. Segundo autoridades palestinas locais, os ataques israelenses já deixaram pelo menos 198 mortos.

Lideranças ocidentais condenam ofensiva do Hamas

Diversos líderes ocidentais condenaram a ofensiva do Hamas contra Israel. O chanceler federal alemão, Olaf Scholz, disse: "Notícias aterrorizantes nos chegam hoje de Israel. O lançamento de foguetes de Gaza e a escalada da violência nos chocam profundamente", escreveu no serviço de mensagens curtas X (antigo Twitter). "A Alemanha condena estes ataques do Hamas e apoia Israel."

O chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell, disse que a UE "expressa a sua solidariedade com Israel nestes tempos difíceis”. O presidente do Conselho da UE, Charles Michel, falou de "terror e violência contra cidadãos inocentes".

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O ataque surpresa do Hamas, em que dezenas de palestinos se infiltraram no sul de Israel a partir da Faixa de Gaza, representa "uma colossal falha de inteligência", de acordo com a análise de Frank Gardner, correspondente de Segurança da BBC News.

"O país possui uma das redes de inteligência mais extensas e sofisticadas do Oriente Médio e tem informantes em grupos militantes não apenas nos territórios palestinos, mas também no Líbano, na Síria e em outros locais", escreve ele.

Gardner aponta que, no passado, essa rede de inteligência foi capaz de assassinar líderes militantes com ataques precisos de drones ou mesmo com armadilhas em celulares.

"Hoje, no final de um feriado judaico, essa rede parece ter sido apanhada dormindo ao volante."

Gardner constata que Israel retaliará a ação palestina com força maciça. "Mas os israelenses perguntarão agora por que é que os espiões do país não previram e nem alertaram o país", conclui ele.

Representantes do governo de Israel disseram a Gardner que uma investigação já está em andamento para descobrir como o sistema de inteligência do país não foi capaz de antecipar o ataque coordenado do Hamas.

Segundo o correspondente, "é pouco provável que os homens armados do Hamas que se infiltraram no sul de Israel permaneçam em liberdade por muito tempo".

"Eles serão mortos ou capturados pelas Forças de Defesa de Israel, ou sairão por conta própria do território", antevê ele.

"A situação mais complicada envolve os israelenses supostamente mantidos como reféns pelo Hamas e possivelmente levados para Gaza."

"Israel tem duas opções: montar uma missão especial de resgate ou esperar e negociar."

"Ambas estão repletas de riscos."

(da redação com DW e BBC. Edição: Genésio Araújo Jr.)