DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção para concessões de crédito no Brasil
Veja os números
(Brasília-DF, 27/09/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil atenção para destaque para os dados de encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos e de concessões de crédito no Brasil.
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Nos Estados Unidos, os futuros amanhecem em alta nessa quarta-feira (S&P 500: 0,3%; Nasdaq 100: 0,3%), se recuperando das quedas de ontem após dados mais negativos de confiança do consumidor e vendas de imóveis novos.
Na Europa, os mercados operam em leve queda (Stoxx 600: -0,1%), à medida que os investidores continuam preocupados com os impactos da inflação mais elevada sobre a atividade econômica global e para as empresas locais. As performances são mistas: o setor de Elétricas & Saneamento lidera a queda (-1,5%), enquanto o setor de Tecnologia registra alta (0,7%).
Na China, a bolsas fecharam em alta (CSI 300: 0,2%; HSI: 0,8%) após dados de produção industrial terem vindo mais fortes que o esperado. Um conselheiro do banco central chinês (PBoC) declarou esperar crescimento levemente acima de 5% para a economia chinesa em 2023, o que também contribuiu para a reação positiva do mercado após dias seguidos de quedas.
Economia
Dados divulgados nesta terça-feira (26) continuam apontando para uma desaceleração da economia norte-americana. O índice de confiança do consumidor voltou a cair, atingindo o menor nível em quatro meses. Enquanto isso, as vendas de novas casas despencaram em agosto, na esteira da elevação das taxas hipotecárias.
IBOVESPA -1,49% | 114.193 Pontos. CÂMBIO +0,44% | 4,99/USD
Ibovespa
Enquanto preocupações com taxas de juros mais altas nos EUA, a incerteza em torno da discussão orçamentária americana e com o setor imobiliário chinês continuaram no radar dos investidores, fatores domésticos também pesaram no desempenho do Ibovespa ontem. O índice teve queda de 1,5% na terça-feira (26), aos 114.913 pontos, após ata do último Copom julgar uma aceleração no ritmo de cortes na Selic como pouco provável e reforçar cautela com situação fiscal do país.
Renda Fixa
A curva de juros futuros teve um dia de forte elevação nas taxas. A volatilidade existente no mercado internacional, impulsionada com uma nova alta no preço do petróleo, aumentou os rendimentos das Treasuries, reprecificando os ativos. Localmente, a aversão a risco foi acentuada após a divulgação da ata do Copom, que reforçou o ambiente econômico global (mais) incerto e a resiliência da atividade doméstica, fatores que diminuem a chance de aceleração de cortes da Selic. Além disso, a proposta de pagamento de precatórios também trouxe à mesa preocupações com o cenário fiscal brasileiro. DI Jan/24 passou de 12,255% para 12,265%; DI Jan/25 saiu de 10,575% para 10,755%, DI Jan/27 oscilou de 10,62% para 10,87%, e DI Jan/31 variou de 11,51% para 11,74%.
No Brasil, a ata do Copom trouxe discussões importantes sobre a elevação dos juros nos países desenvolvidos e sobre a atividade interna doméstica, reforçou a importância de o governo perseguir a meta de resultado primário para ancorar as expectativas e indicou que deve seguir com cortes de 50 pontos-base nas próximas reuniões. Também tivemos a divulgação do IPCA-15, que veio em linha com nossas estimativas, mostrando continuidade do processo de descompressão de preços de serviços. Em resumo, o resultado manteve uma sinalização neutra para a política monetária. Na agenda do dia, destaque para os dados de encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos e de concessões de crédito no Brasil.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)