31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil atenção a Ata do Copom e IPCA-15

Veja os números

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Mercados globais em negativo

(Brasília-DF, 26/09/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil atenção à divulgação do IPCA-15 e da íntegra da Ata do Copom.

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Mercados Globais

Nos Estados Unidos, os futuros estão em queda (S&P 500: -0,5%; Nasdaq 100: -0,5%), após nova escalada das taxas das treasuries. A taxa de 10 anos chegou a bater 4,56%, mas já desacelera para 4,51% ainda perto do nível mais elevado desde 2007. Hoje, serão divulgados dados de construção e de confiançado consumidor. As negociações do orçamento no Congresso seguem, e persiste o risco de um shutdown do governo.

Na Europa, os mercados operam em queda (Stoxx 600: -0,6%), na expectativa de dados de inflação da região que serão divulgados essa semana e influenciarão a postura do banco central europeu. As perspectivas de prolongada incerteza e perspectivas negativas para a atividade econômica são os principais fatores negativos para as bolsas europeias.

Na China, a bolsas caem fortemente (CSI 300: -0,6%; HSI: -1,5%) com o aprofundamento da crise da incorporadora Evergrande, que adiciona incerteza sobre as perspectivas da economia do país.

IBOVESPA -0,07% | 115.925 Pontos.   CÂMBIO +0,67% | 4,96/USD

Ainda afetado pela possível manutenção de juros altos nos EUA, o Ibovespa caiu 0,1%, e fechou o dia aos 115.925 pontos.

Também no lado negativo, houve aumento das preocupações com o setor imobiliário chinês, após a incorporadora Evergrande ter atrasado seu pagamento de dívida. Isso prejudicou a performance de empresas do setor de commodities como a Vale (VALE3), que teve queda de 2,1% no pregão.

Renda Fixa

A curva de juros futuros seguiu a tendência da semana anterior e fechou em alta, direcionada pela maior aversão a risco no mercado global. Os agentes permanecem cautelosos com as sinalizações de taxas de juros mais altas por mais tempo nos EUA, bem como com o déficit fiscal do Tesouro americano, buscando maiores prêmios nos vencimentos de longo prazo. DI Jan/24 passou de 12,255% para 12,26%; DI Jan/25 saiu de 10,525% para 10,57%, DI Jan/27 oscilou de 10,51% para 10,59%, e DI Jan/31 variou de 11,365% para 11,47%.

Economia

A conta corrente brasileira apresentou déficit de US$ 0,78 bilhão em agosto de 2023 (XP: -US$ 2,2 bilhões; consenso: -US$ 1,75 bilhão). Pelo lado da conta financeira, os ingressos líquidos de IDP – Investimento Direto no País – surpreenderam negativamente mais uma vez (observado: US$ 4,3 bilhões; XP: US$ 5,8 bilhões; consenso: US$ 5,0 bilhões). Mantemos nossa visão construtiva sobre a posição externa da economia brasileira. 

Num discurso proferido ontem em Bruxelas, a presidente do BCE, Christine Lagarde, reforçou a mensagem agressiva de que “as taxas serão restritivas enquanto for necessário” para controlar a inflação. Ela também disse que uma recessão não faz parte do cenário base do BCE.

Na agenda doméstica de hoje, os destaques serão a divulgação da ata da reunião do Copom de setembro e o IPCA-15 de setembro. Na agenda internacional, indicadores referentes ao mercado imobiliário nos EUA serão publicados ao longo do dia e os resultados dos lucros industriais da China serão divulgados no final do dia.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)