31 de julho de 2025
Brasil e Poder

CPI DA PANDEMIA: White Martins, em nota, depois que Pazuello a culpou pela crise em Manaus diz que informou ao Governo do Amazonas no ano passado que o consumo de oxigênio estava acima do pactuado

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( Publicada originalmente às 16h 22 do dia 20/05/2021) 

(Brasília-DF, 21/05/2021) O ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, disse na CPI da Pandemia no Senado após questionamento do senador Eduardo Braga (MDB-AM), disse que o colapso da saúde em Manaus(AM) com falta de oxigênio tinha uma parcela de culpa da empresa White Martins. A empresa divulgou nota explicando sua dedicação para atender os brasileiros com os seus mais de 1 mil empregados e colaboradores e que comunicou a Secretária de Saúde do  Amazonas que em julho e setembro de 2020  o volume de oxigênio consumido pelas instituições de saúde já estava superior ao pactuado.

Na nota, a empresa disse que em “em 7 de janeiro de 2021, após ter detectado o aumento exponencial do consumo de oxigênio na região e da ausência de resposta sobre a previsão de demanda, a empresa comunicou à Secretaria de Saúde”.

Veja a nota:

“A White Martins informa que vem contribuindo fortemente com o Governo federal e as secretarias de saúde estaduais e municipais para suprir a altíssima e inédita demanda de oxigênio durante a pandemia de Covid-19. Entendemos os desafios atuais e seus impactos na sociedade. Por isso, temos empreendido diversos esforços para aumentar substancialmente nossa capacidade de produção de oxigênio líquido e gasoso, bem como incrementado nossa logística de distribuição, a partir de investimentos em novos equipamentos, tais como carretas e isocontainers, além de tanques, cilindros e sistemas de logística. Contamos com a dedicação de mais de mil colaboradores na linha de frente junto às instituições de saúde, enfrentando situações de risco e sujeitos a alterações de local de trabalho para substituir eventuais profissionais contaminados, não tendo sido considerados até então prioridades no Plano Nacional de Imunização.

Em relação à crise de saúde do Amazonas, cujo ápice ocorreu em janeiro deste ano, cabe ressaltar que a White Martins não recebeu da Secretaria estadual de Saúde informação prévia a respeito de aumento da demanda de oxigênio para as instituições do estado. Como uma mera fornecedora, a empresa não tem dever ou qualificação técnica para fazer a gestão da saúde pública. Apesar disso, a empresa informou à secretaria de Saúde do Estado do Amazonas, em julho e setembro de 2020, que o volume de oxigênio consumido pelas instituições de saúde já estava superior ao pactuado. Em 7 de janeiro de 2021, após ter detectado o aumento exponencial do consumo de oxigênio na região e da ausência de resposta sobre a previsão de demanda, a empresa comunicou à Secretaria de Saúde a necessidade de esforços adicionais e da contratação de outros fornecedores para aumentar a disponibilidade de produto, dada a demanda descontrolada e acima da capacidade de produção local da empresa.

Sabemos que o país ainda tem um longo desafio à frente no combate à pandemia de Covid-19. Estamos comprometidos a continuar a adotar todas as medidas e recursos necessários para aumentar a disponibilidade do oxigênio medicinal, sempre dentro do limite de nossas capacidades.”

 

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)