31 de julho de 2025
Brasil e Poder

CPI DA PANDEMIA: General Eduardo Pazuello culpa a White Martins e o Governo do Amazonas pela crise da falta de oxigênio em Manaus

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( Publicada originalmente às 12h 10 do dia 20/05/2021) 

(Brasília-DF, 21/05/2021) Logo no início da segunda fase da oitiva do ex-ministro  da Saúde, Eduardo Pazuelo, nesta quinta-feira, 20, foi questionado pelo senador Eduardo Braga(MDB-AM), líder do MDB no Senado, sobre quem ele acha que é o culpado pela crise de falta de oxigênio e com o colapso na saúde a cidade de Manaus, Pazuello colocou a culpa nas empresas que fornecem oxigênio, como a Whte Martins, e a Secretaria de Saúde do Amazonas, na prática, o Governo do Amazonas.  

O senador Eduardo Braga fez a pergunta lembrando que ontem,19, Pazuello se insentou de culpa no colapso de Manaus.

 “Quem o senhor então, diante de todas essas colocações, atribui a responsabilidade pela falta de oxigênio em Manaus? À empresa? À secretaria estadual? À sua equipe, já que ontem V. Exa. se eximiu completamente de qualquer responsabilidade com relação à falta de oxigênio em Manaus, dizendo, inclusive, que agiu rápido? Quem V. Exa. acha que é responsável?

Porque alguém tem que ser responsabilizado pela morte de brasileiros, e não apenas no Amazonas; porque o filme que nós vimos no Amazonas, triste – e nós não falamos com nenhum orgulho do que tem acontecido no Amazonas –, lamentavelmente se repete.

Pazuello pediu paciência ao senador Eduardo Braga que deseja uma resposta mais objetiva.

“ Eu vou responder de uma forma clara para o senhor. Só peço que o senhor tenha um minutinho de paciência. Serei claro e direto, conforme já informei ao senhor sobre esse assunto. Serei claro e direto.”, disse.

Em seguida, ele começou a responsabilizar as empresas fornecedoras de oxigênio.

“Então, a empresa White Martins – a empresa White Martins – que é a grande fornecedora, associada também, somada à produção da Carbox, que é uma empresa menor, ela já vinha consumindo a sua reserva estratégica e não fez essa posição de uma forma clara desde o início. Começa aí a primeira posição de responsabilidade. Não tem como nós isentarmos essa primeira posição. Cabe...”, disse.

A partir da daí ele começou a responsabilidar o Governo do Amazonas.

“O contraponto disso é o acompanhamento da secretaria de saúde, que não o fez. Se a secretaria de saúde tivesse acompanhado, de fato e de perto, a situação da produção e consumo do oxigênio, preocupada com o aumento do oxigênio, teria descoberto que estava sendo consumida uma reserva estratégica e que medidas precisariam ser feitas imediatamente. Então, eu estou lhe dando a resposta de uma forma clara. Vejo aí duas responsabilidades muito claras: uma começa na empresa que consome a sua reserva estratégica e não se posiciona de uma forma clara, e a outra, da secretaria de saúde...”, disse.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)